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Mercadoria humana

Quadrilha acusada de tráfico de mulheres é presa

 A Polícia Federal do Brasil e da Suíça e a Polícia do Cantão do Ticino, também na Suíça, fizeram uma operação conjunta para desmantelar uma quadrilha acusada de aliciar mulheres brasileiras e mandar para a Suíça. Até a noite dessa quarta-feira (14/1), seis pessoas haviam sido presas — quatro em Goiás e uma na Suíça. A operação foi batizada de Operação Abrantes.

A PF explica que, a partir de documentos encaminhados pela Polícia do Cantão do Ticino, juntamente com outras diligências tocadas pela Polícia Federal desde 2004, descobriu “um grande número de vítimas aliciadas por membros de uma mesma família, que contavam com apoio de dois homens que eram responsáveis pela manutenção de um esquema de prostituição no país europeu”.

Segundo a PF, o principal responsável pelo aliciamento das brasileiras atuava na cidade de São Miguel do Passa Quatro, no interior do estado de Goiás. Para tentar escapar da ação policial, o embarque das vítimas era feito no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, segundo a PF. “Uma vez na Suíça, os demais membros se encarregavam de explorar as brasileiras sexualmente, oferecendo seus serviços a clientes suíços”, declaram os federais.

Relatório da operação informa que, no Brasil, a ação policial “foi acelerada depois que dois integrantes da família investigada foram presos em flagrante quando tentavam comprar um bebê para vendê-lo a um casal suíço, em Senador Canedo, cidade próxima à Goiânia”. Para obter sucesso, ainda de acordo com a PF, a quadrilha aliciava principalmente pessoas de baixa renda.

Também foram feitas duas buscas em Goiás e uma busca na Suíça. “A diligência no país europeu contou com a participação de dois policiais federais brasileiros e o representante local da Interpol, e também responsável pelas investigações, no Brasil, informou que outras medidas internacionais de prisão podem ser adotadas em face dos envolvidos”, explicou a Polícia Federal.

A PF já havia deflagrado em Goiás operação semelhante em 2006. A chamada Operação Fassini levou à condenação de um suíço, no Brasil, depois que provas foram encaminhadas por Zurique, na Suíça.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2009, 15h55

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