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Mercado concentrado

Crescem aquisições entre empresas brasileiras

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O ano de 2008 foi marcado por um grande número aquisições entre empresas brasileiras, principalmente nos setores financeiros, de metalurgia e siderurgia, e de energia. A tendência é que haja cada vez mais concentração do mercado brasileiro nesses segmentos. No final do ano, a crise financeira ajudou a aumentar o número de operações. As pequenas empresas, atingidas com redução nos negócios, passaram a ser alvo de cobiça.

Ao todo, foram 53 operações encerradas, que totalizaram R$ 24,4 bilhões. As fusões entre empreendimentos nacionais foram apenas duas, mas concentraram R$ 41,4 bilhões. A fusão da BM&F com a Bovespa representou R$ 34,6 bilhões. A outra foi a união de petroquímicas para formar a Quattor.

Os números foram divulgados na quinta-feira (5/2) pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), que reúne instituições que atuam no mercado de capitais brasileiro. De acordo com seus cálculos, seus associados administram recursos que representam cerca de um terço do PIB do país.

Gráfico Fusões e Aquisições 2 - Jeferson Heroico

As aquisições somadas às fusões correspondem a 65,5% das operações fechadas no Brasil. Em 2007, o maior número de transações no país foi de aquisições por empresas estrangeiras (34,1%). Este tipo de negócio, em 2008, representou apenas 2,6% dos investimentos que chegaram ao país.

Há dois anos, os grupos estrangeiros também eram os maiores investidores em empresas brasileiras. O número de negócios, no entanto, caiu 9%. Os valores negociados tiveram redução de 3,5%, de acordo com o estudo da Anbid.

Os dados mostram que os europeus estão de olho nos negócios brasileiros bem-sucedidos. Dos R$ 65,7 bilhões investidos, 70,4%vieram do velho continente. Os Estados Unidos contribuíram com a entrada de 10% deste montante.

No ano passado a aquisição de participação acionária — mais de 56% das transações — foi o negócio que mais atraiu o capital estrangeiro. Em seguida, houve muita injeção de capital de giro (27,8%) e investimentos em infra-estrutura (14,8%). Este último foi o principal investimento de 2007.

O setor financeiro foi o que mais recebeu dinheiro em operações de fusões e aquisições: 35,7% do montante total. Esse percentual não inclui a compra do Unibanco pelo Itaú, operação que foi anunciada — e deve movimentar R$ 106,9 bilhões — mas só deve ser concluída em 2009. O número também não trata da aquisição do banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

As cinco mais

Depois da criação da BM&F Bovespa, a venda de parte da mineradora Namisa pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi a segunda maior operação do ano. O consórcio que comprou a participação pagou R$ 7,2 bilhões.

O nascimento da Quattor aparece antes da venda da mineradora IronX, de Eike Batista e acionistas, para a Anglo American. Somada à oferta pública de aquisição da IronX, o valor da operação gira em torno de R$ 8,6 bilhões.

Na quinta posição, encontra-se a oferta pública de aquisição da Arcelor Mittal Inox Brasil, por R$ 2,8 bilhões.

Expectativa para 2009

Entre as grandes operações que foram anunciadas em 2008, mas só devem ser concluídas este ano, está a aquisição da Brasil Telecom pela Telemar Norte Leste, por um valor estimado em R$ 5,9 bilhões.

Anunciada em janeiro será completada neste ano a aquisição de 50% das ações do Banco Votorantim pelo Banco do Brail, transação que movimenta R$ 4,2 bilhões.

A alemã MAN AG também já está trabalhando para fechar a compra da brasileira Volkswagen Caminhões e Ônibus, por R$ 3,8 bilhões.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 7 de fevereiro de 2009, 8h59

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