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Início do processo

MPF já pode denunciar investigados na Satiagraha

O Ministério Público já tem informações suficientes para denunciar os investigados na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A afirmação foi feita pelo procurador da República Rodrigo de Grandis nesta segunda-feira (27/4). “Existem indícios para a denúncia. O que não posso adiantar agora é se vou denunciar por quais crimes e quais as pessoas”, disse. O inquérito da Polícia Federal ainda está sendo concluído. Assim que entregue ao MPF, os procuradores terão 15 dias para oferecer a denúncia à Justiça. As informações são da Agência Brasil.

Nesta segunda, a Polícia Federal indiciou 13 pessoas por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, empréstimo vedado e formação de quadrilha, investigados na Satiagraha. Entre os indiciados estão o banqueiro Daniel Dantas e sua irmã Verônica Dantas, que prestaram depoimento nesta manhã na Polícia Federal. Eles permaneceram calados diante das perguntas do delegado Ricardo Saadi. Os nomes dos demais indiciados não foram divulgados pela PF, já que o inquérito corre sob segredo de Justiça.

O advogado Andrei Schmidt, que defende o banqueiro, disse que ele e os demais diretores do Opportunity iriam se manter em silêncio porque existiam provas documentais que não estavam presentes aos autos. Indagado sobre que provas seriam essas, o procurador afirmou “que a defesa não chegou a apontar quais documentos estavam faltando e que documentos seriam esses”.

Em nota, a Polícia Federal informou que o relatório final da investigação deverá ser entregue ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, até o fim desta semana e que o ministro da Justiça, Tarso Genro, soube dos indiciamentos logo pela manhã.

“O indiciamento não causa estranhamento ao Ministério Público porque, de fato, já havíamos notado os indícios da prática de crime. Mas isso não significa que há uma vinculação do Ministério Público, que não fica atrelado a esse indiciamento. No momento de uma manifestação conclusiva, o MPF pode oferecer uma acusação por outros crimes”, explicou De Grandis. 

Outro inquérito, que investiga o grupo do mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, foi encerrado na última quinta-feira (23/4), com o indiciamento de 24 pessoas pelos crimes de evasão de divisas, operação de instituição financeira sem autorização, falsidade ideológica, fraude na administração de sociedade anônima e formação de quadrilha.

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2009, 20h19

Comentários de leitores

5 comentários

NA ITALIA VENCEU A JUSTIÇA...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

O Problema é que na Italia não existia o ESTADO PARALELO, lá, de um lado estava a Mafia e do outro o Poder Judiciario e uma quantidade minima de corruptos cooptados.
*
Aqui no Brasil é o inverso, a tal ponto que o ESTADO PARALELO se solidificou e consegue anular as investidads democraticas de Direito, consolidados de maneira irreversivel nesse plano.
*
Não acredito mais no ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO, teremos que refazer uma nova e truculenta revolução, passar tudo a limpo e começar de novo.

INDEFENSÁVEL

SANTA INQUISIÇÃO (Professor)

É necessário perquirir: é justo gastar tempo e dinheiro público para admitir o tal "direito de defesa". Pelo que já se publicou na imprensa e, em face das entrevistas da PF e do MPF, é caso de se aplicar o princípio da verdade sabida. Trata-se de fato público e notório que, pela lei, presume-se verdadeiro "juris et de juri". Portanto, concordo com o meu colega Armando do Prado, em gênero, número e grau.

E agora GM?

Armando do Prado (Professor)

Quem é quem nesse inbróglio? Agora, sem o Delegado Queiróz, vocês estão indiciados. E então?

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