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2 abril 2009
Fim de música
John Neschling pede vínculo trabalhista com a Osesp

O maestro John Neschling, que comandou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) por 12 anos, recorreu à Justiça para receber seus direitos trabalhistas. Ele foi demitido em janeiro por e-mail. Na ação, que tramita na 23ª Vara do Trabalho em São Paulo, Neschling pede para receber aviso prévio, FGTS, férias e 13º terceiro referente a todo o período em que comandou a orquestra.
Neschling recebia um salário de R$ 125 mil, o que não é alto se comparado com outros músicos do seu porte. Se o pedido for aceito, a demissão do maestro vai custar caro para a orquestra. Neschling é representado na Justiça pelo advogado Luís Carlos Moro.
O processo que culminou na demissão de Neschling começou em junho de 2008, quando ele avisou que não pretendia renovar seu contrato, que acabaria em 2010. Após a declaração, o maestro se sentiu excluído do processo para escolher seu sucessor e levou a sua insatisfação para a imprensa. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o maestro contou que pediu para participar da sucessão. Ele ficaria mais dois anos na orquestra, regendo menos e ajudando a encontrar o substituto. Não teve resposta.
“A Osesp é um projeto meu”, disse na entrevista. Ele também lembrou que foi o responsável por reerguer a orquestra, que há 12 anos “existia mal e porcamente”. Ele estava na Grécia quando foi comunicado da sua demissão por e-mail.
Foto: Governo do Estado de São Paulo
Aline Pinheiro é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 15 comentários
Falso moralista
E,o dinheiro torrado em propagandas?
Se o governador serra gastasse menos dinheiro em propagandas,quem sabe sobrariam dinheiro para a saúde,segurança e educação.
Os professores e policiais do Estado estão entre os pessimamentes pagos do País.Enquanto isso o IPVA é um dos mais altos do País.
A demissão do maestro fará com que o Poder Público,nós,pague uma grande indenização.
Quando,meu Deus,o Brasil terá estadista invés de políticos que só pensam em si mesmo.
Ainda admiro muita gente,inteligente,que não vê que se o serra não gastasse o dinheiro público em propagandas,a sua administração passaria incólume,tal é a mediocridade.
OPUS 6.Conduzido pelo maestro John Neschling
É mais uma reclamação trabalhista para se somar às
3.500.000(três milhões e quinhentas mil)reclamações trabalhistas neste podre país.
No Japão, que também deve ter bons maestros,foram 1.650 reclamações no ano passado.
Nos EUA 70.000.
E o Pixinguinha, Sivuca, Cartola, Tom Jobim, Vinicius de Morais, João Donato, Joao Gilberto, Victor
Assis Brasil,etc.etc.etc.músicos do mais alto gabarito E CRIADORES.Como vão as ações trabalhistas deles e as aposentadorias.
Ouçam senhores picaretas coniventes de plantão.
Ouçam o Opus 6. E sintam...
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