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Liga da Justiça

Candidata acusada de fazer parte de milícia continua presa

Fracassou novamente o pedido da candidata a vereadora no Rio de Janeiro Carminha Jerominho (PT do B) de conseguir liberdade. Desta vez, o pedido de liminar em Habeas Corpus foi negado pelo ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal. A candidata está presa por suposta participação na milícia conhecida por Liga da Justiça, que atua em comunidades carentes do município coagindo eleitores a votar em candidatos ligados à organização criminosa paramilitar.

A prisão foi decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado e mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O relator no TSE permitiu que ela fosse retirada do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

No pedido feito ao STF, a defesa da candidata alega que, apesar de as investigações da polícia terem começado em dezembro de 2006, a candidata jamais foi investigada, mas, mesmo assim, foi presa. A única justificativa para a prisão seria o fato de ela ser filha do vereador Jerônimo Guimarães e sobrinha do deputado estadual Natalino Guimarães, que também estão presos por acusação de chefiarem a milícia.

De acordo com a defesa, o Ministério Público, “de forma surpreendente”, incluiu o nome de Carminha no pedido de prisão temporária e o TRE, ao determinar a prisão no RDD, tomou uma “medida extrema, extraordinária e ilegal”.

A defesa da candidata alega também que ela é uma jovem universitária, mãe de uma criança de oito anos e não registra qualquer antecedente criminal. Alerta ainda que a inclusão no RDD pressupõe que a pessoa esteja previamente presa e que seu comportamento como interno exija tal medida. No entanto, não foi o que ocorreu com Carminha, que estava em liberdade até o dia em que foi presa e inserida no RDD, diz a defesa.

No STF, a defesa da candidata pediu que ela fosse transferida para uma prisão do Rio de Janeiro, já que ela está presa em Catanduvas (PR), em presídio de segurança máxima. Pediu também a liberdade devido à ilegalidade da prisão.

Ao decidir sobre o pedido, o ministro Eros Grau entendeu que não é caso de liminar. Em seguida, determinou que o processo siga para o Ministério Público Federal para colher o parecer do procurador-geral da República.,

HC 96.204

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2008, 18h29

Comentários de leitores

2 comentários

Pessoal, Não esqueçam de consultar o site da ...

Linda (Outros)

Pessoal, Não esqueçam de consultar o site da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB (www.amb.com.br), para ter acesso aos candidatos que respondem a processo, são eles: Aline Côrrea - Vice-Prefeita do PP com 01 processo Paulo Maluf - Prefeito do PP com 07 processos Gilberto Kassab - Prefeito do DEM com 01 processo Marta Suplicy - Prefeita do PT com 09 processos. Para consultar os vereadores do mandato anterior, acesse o www.transparencia.org.br e www.excelencias.org.br. "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons" Martin Luther King

A Milícia faz parte do ESTADO PARALELO implanta...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

A Milícia faz parte do ESTADO PARALELO implantada nas ultimas décadas, a Barra da Tijuca esta lotada de milicianos em todos os condomínios, porem com uma diferença, na sutilidade de suas ações em relação aos favelados. Também pudera, é a diferença cultural e social que normatiza o poder de milícias. Currais Eleitorais e Milícias são praticas comuns da classe média alta. Revolta-me, essa mesma hipócrita sociedade querer atribuir aos favelados uma suposta liderança Miliciana e do Trafico, como NOVIDADE. Precisamos encarar a verdade, ou estaremos fazendo apologia ao Estado Paralelo, criado e sustentado pela burguesia. Os ‘CONDOCURRAIS’ da Barra da Tijuca, tem vias publicas cercadas são os primeiros currais eleitorais vigiados por homens armados, no mesmo estilo Miliciano. Basta !!! de hipocrisias, temos que assumir a desgraça social que estamos cultivando, sob a falsa imputação aos miseráveis da periferia.

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