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7 maio 2008
Decreto cumprido
Pai e madrasta de Isabella são presos em São Paulo
Após quatro horas de espera da polícia no apartamento da família Jatobá em Guarulhos, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi preso na noite desta quarta-feira (7/5), infora a Agência Estado. Algemados, ambos foram levados até o 9º Distrito Policial, do Carandiru, onde foram notificados oficialmente da prisão preventiva. Os dois tiveram a prisão decretada pelo juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
O juiz acolheu denúncia do promotor Francisco Cembranelli acusando Alexandre e Anna Jatobá pelo homicídio triplamente qualificado da menina Isabella Nardoni, que no dia 29 de março foi atirada do 6º andar do edifício London, na vila Izolina Mazzei.
Uma grande quantidade de pessoas se aglomerou na frente do edifício, obrigando a polícia a montar um forte aparato para a retirada do casal. A polícia fez uma barreira com cavaletes de madeira, para limitar o acesso das pessoas na região. A rua também foi interditada nos dois sentidos, onde a movimentação de jornalistas também é grande.
Alexandre e Anna Jatobá serão levados para o IML para exames de corpo de delito e, depois, para as unidades onde ficarão presos. Possivelmente, o pai da menina ficará no 13º DP, na Casa Verde, e a madrasta no 89º DP, no Morumbi, ou 97º DP, na Vila Guarani. O advogado do casal, Marco Polo Levorin, adiantou que deve entrar com pedido de Habeas Corpus a favor do casal.
Fundamento
O juiz fundamentou o decreto de prisão preventiva para garantir a ordem pública “em razão da gravidade e intensidade do dolo com que o crime descrito na denúncia foi praticado e a repercussão que o delito causou no meio social”. Fossen concluiu ainda que os dois são pessoas insensíveis e sem “compaixão humana”.
O interrogatório dos réus está marcado para o dia 28 de maio, ás 13h30. Segundo o promotor responsável pela acusação, Francisco Cembranelli, se a prisão não fosse decretada, o julgamento dos dois pelo 2º Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, poderia demorar até seis anos. “Estando eles soltos, não tenho dúvidas de que não teremos qualquer desfecho antes de cinco ou seis anos”, declarou. Cembranelli acredita que se o casal ficar preso o júri poderá sair até o final do ano.
Isabella morreu em 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. De acordo com a denúncia, ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. No dia 18 de março, Alexandre e Anna Carolina foram ouvidos pela Polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam o crime. O casal chegou a ficar oito dias preso.
Revista Consultor Jurídico, 7 de maio de 2008
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