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Pelo correio

Polícia Federal faz operação contra tráfico de cocaína por sedex

A Polícia Federal deflagrou duas operações, nesta terça-feira (29/7), para tentar combater assaltos a bancos e tráfico de cocaína por sedex. As operações foram batizadas de Alvará e Capricórnio. A primeira acontece no Pará, em Tocantins, em Goiás e no Distrito Federal. A segunda ocorre nos estados do Acre, Rondônia e Ceará.

Segundo a Polícia Federal, o caso de assaltos a bancos vem sendo investigado desde novembro do ano passado e ficou constatado que a suposta quadrilha “recebia apoio de alguns policiais militares do estado do Goiás e de uma estagiária de Direito”.

Com a Operação Capricórnio, segundo a PF, a intenção é “desarticular uma organização criminosa com base no Acre e Bolívia especializada em tráfico de substâncias entorpecentes através do envio através do Sedex, dos Correios”. De acordo com a PF, a investigação é feita desde 2006. Na ocasião, segundo a PF, foi verificada “a existência de um narcotraficante brasileiro, foragido de Rondônia que fixou residência na cidade de Cobija, Bolívia, de onde passou a negociar e transportar substância entorpecente”.

A Polícia Federal afirma que ele “utilizava a Internet como forma de comunicação com os demais integrantes do grupo e também o serviço de Sedex dos Correios para enviar remessas consideráveis de cocaína para diferentes regiões do país e também para o exterior”. Segundo a PF, “para dar uma aparência de legalidade às atividades relacionadas com o tráfico de drogas, o traficante, e um comparsa, acreano instalaram uma empresa em Brasiléia/AC, na fronteira do Acre com a Bolívia, que vinha sendo utilizada na lavagem de dinheiro proveniente do comércio ilegal de drogas”.

Relatório prévio distribuído pela Polícia Federal salienta, ainda, que “além da empresa situada na cidade de Brasiléia, também foi alugada uma residência na cidade de Rio Branco/AC planejada para funcionar como entreposto e suporte logístico. Grande parte da droga tinha como destino a cidade de Fortaleza/CE, onde outro comparsa do traficante repassava, através da Internet, os destinatários dos Sedex bem como as contas dos “laranjas” onde eram feitos os depósitos”.

E afirma, ainda, a PF: “uma outra ramificação da organização foi localizada e identificada no estado de Rondônia, através de uma importante narcotraficante que além de negociar através da Internet, curiosamente acessava com freqüência o site da FENAPEF (Federação Nacional dos Policiais Federais) para obter informações sobre a atuação da Polícia Federal no combate ao narcotráfico”.

Entre os anos de 2007 a 2008, houve cinco apreensões e a prisão de cinco integrantes da suposta quadrilha. A PF estima que, apenas no ano de 2007, os acusados tenham movimentado mais de um milhão de reais.

Na Operação Capricórnio, trabalham 62 policiais federais nos municípios de Epitaciolândia e Rio Branco no estado do Acre, Porto Velho e Fortaleza. Eles cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Federal de Rio Branco.

Revista Consultor Jurídico, 29 de julho de 2008, 12h13

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