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Justiça vigiada

Abin nega que tenha gravado assessores do presidente do STF

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) negou que tenha gravado em um restaurante de Brasília assessores do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, em uma reunião com o advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro Daniel Dantas.

A revista Istoé informou neste final de semana que, antes de deixar a investigação da Operação Satiagraha, o delegado Prótogenes Queiroz entregou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, uma fita com a gravação da reunião. No vídeo, apareceriam dois assessores diretos de Gilmar Mendes, Nélio Machado e uma mulher não identificada. Segundo a revista, na conversa foi usada a expressão “um milhão de dólares”.

O delegado teria a informação de que o ministro foi alertado sobre a gravação. A IstoÉ afirma que o procurador-geral avalia a possibilidade de pedir uma perícia externa à PF para agregar as informações ao inquérito. A Procuradoria-Geral da República informa que não recebeu nenhuma fita do delegado. Antonio Fernando Souza está de férias e quem está no comando é o procurador Francisco Xavier, que desconhece o assunto.

Não é a primeira vez que sai na imprensa a notícia de que assessores de Gilmar Mendes foram monitorados. No dia 11 de julho, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negaram ao ministro que agentes da PF estivessem monitorando seu gabinete. Disseram desconhecer a existência de uma fita gravada pelos agentes que registra o encontro de assessores com os advogados de Daniel Dantas.

No dia, procurada pelo ministro, a desembargadora Suzana Camargo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, informou-o de que circulavam detalhes de bisbilhotagem no gabinete dele. O juiz Fausto Martin De Sanctis, apontado como o autor da ordem para gravar o presidente do STF, negou. “Jamais foi proferida decisão emanada deste juízo autorizando o monitoramento de pessoas com prerrogativa de foro”. Segundo o juiz, o delegado Protógenes Queiroz negou a informação.

Gilmar Mendes e Fausto De Sanctis entraram em rota de colisão ao apreciar fatos referentes à operação que investiga suposto esquema de crimes financeiros comandado por Dantas.

Na terça-feira (8/7), a PF prendeu Dantas por ordem de De Sanctis. Na quarta, o banqueiro foi solto, por determinação de Gilmar Mendes, ao julgar liminar em pedido de Habeas Corpus preventivo que chegara ao Supremo no dia 26 de junho. Na quinta-feira, o juiz expediu nova ordem de prisão contra Daniel Dantas, com o fundamento de que novos fatos ocorridos justificavam a medida.

Revista Consultor Jurídico, 21 de julho de 2008, 16h30

Comentários de leitores

3 comentários

Bota canalhice nisso! E o pior é que suspendera...

toron (Advogado Sócio de Escritório)

Bota canalhice nisso! E o pior é que suspenderam a vigência de grande parte da Lei de Imprensa... Alberto Zacharias Toron, advogado, Presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas.

Trocando em miúdos, mais uma canalhice.

olhovivo (Outros)

Trocando em miúdos, mais uma canalhice.

Ganha um sorvete quem adivinhar quem foi a font...

João G. dos Santos (Professor)

Ganha um sorvete quem adivinhar quem foi a fonte da reportagem furada da Istoé.

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