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Agora é réu

Denúncia contra Dantas por tentativa de suborno é aceita

O juiz federal Fausto Martins De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, acolheu nesta quarta-feira (16/7) denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas, seu assessor Humberto Braz e o professor Hugo Chicaroni. Motivo: tentativa de corromper o delegado da Polícia Federal Vitor Hugo Alves Ferreira, que investigava o banqueiro na Operação Satiagraha.

Com a decisão, Dantas, Braz e Chicaroni passam a ser réus. Chicaroni será ouvido no dia 5 de agosto, às 13h. No dia seguinte (6/8), será a vez de Braz. Dantas irá depor ao juiz no dia 7 de agosto sobre o suborno. Nesta quarta-feira, o banqueiro presta depoimento na Polícia Federal em relação aos outros crimes dos quais é acusado no inquérito da Satiagraha.

Dantas está em liberdade por decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, tomada na sexta-feira (11/7). Ele havia sido preso preventivamente na quinta pelo juiz De Sanctis por esta acusação de suborno. A decisão de Gilmar Mendes gerou intenso debate nos meios jurídicos e na opinião pública.

O banqueiro foi preso pela primeira vez, temporariamente, na terça-feira (8/7). Na quarta-feira foi solto por Gilmar Mendes. Na quinta-feira, o banqueiro foi preso de novo, dessa vez preventivamente, 11 horas depois de libertado.

Já Braz e Chicaroni continuam presos. Na terça-feira (15/7), Gilmar Mendes negou pedido de ambos para que lhes fosse estendida a liminar concedida a Dantas. “A prisão preventiva decretada em desfavor dos atuais requerentes (Braz e Chicaroni) fundamenta-se em situação fática distinta daquela apreciada em favor do paciente (Daniel Dantas)”, justificou o presidente do STF.

Segundo Gilmar Mendes, a prisão de Braz e Chicaroni “tem como base investigações e procedimento de ação controlada que sugerem, em tese, a participação direta e imediata em atos voltados a obstruir o desenvolvimento da investigação criminal”. Chicaroni está preso desde terça-feira passada (8/7), quando a operação foi deflagrada. Já Braz estava foragido e se entregou à polícia no domingo (13/7).

Clique aqui para ler a denúncia do Ministério Público. E aqui para ler a decisão de recebimento da denúncia.

Revista Consultor Jurídico, 16 de julho de 2008, 17h37

Comentários de leitores

10 comentários

Tanta coisa para um crime tão grave, ou seja, t...

Comentarista (Outros)

Tanta coisa para um crime tão grave, ou seja, tentativa de suborno! Talvez esse crime seja punido com prisão perpétua e o resto do país ainda não sabe...rsrs. Aliás, vamos esperar pra ver quantas laudas terá a sentença condenatória do réu...200?!? 1000?!? Hehehe.

...realmente, a malta de apoio a gângsters está...

Robespierre (Outros)

...realmente, a malta de apoio a gângsters está se ampliando: bobos alegres, acompanhantes de executivos, TOC's, etc, mas de qq. maneira, devalgar e sempre estamos conseguindo por medo nessa canalha. Dá para sentir nos gritos lancinantes aqui na defesa dos quadrilheiros, que se trata de defesa nervosa, desesperada, pois sabem que a água está subindo e, logo, logo, não terão como escapar. Deveriam agradecer a oportunidade de serem alcançados pela justiça, pois do contrário chegará a hora em que o povo fara a justiça com as próprias mãos, e aí, como na Revolução Francesa, faltarão alvos pescoços para as finas cordas...

Entendo espantosa a prolixidade do juiz. Para ...

Axel Figueiredo (Outros)

Entendo espantosa a prolixidade do juiz. Para apenas receber uma denúncia simples como essa, quase vinte laudas. Para decretar a provisória, quase duzentas. Será que ele vai lançar um livro, compilando suas decisões, e precisa de volume?

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