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Palavra da Ordem

É absurdo crer que advogado vaza informações, protesta OAB

O presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas da OAB, Alberto Zacharias Toron, reagiu indignado nesta quinta-feira (3/7) às afirmações do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que advogados vazam informações sigilosas de seus clientes para a imprensa. Para Toron, a afirmação deve ser tachada, “no mínimo, de absurda”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Genro disse que os vazamentos por parte de agentes da Polícia Federal são coisa do passado e colocou nos advogados a culpa pela divulgação indevida de informações. Segundo ele, os advogados se tornam fontes da imprensa e “divulgam parte dos depoimentos que interessam aos seus clientes”.

Para Toron, seria o caso, então, de perguntar ao ministro da Justiça se o vazamento de informações no caso lembrado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, teria sido feito pelo advogado que, “descontente com a liberdade de seu cliente, resolveu intimidar o ministro do STF”.

Em entrevista coletiva na terça-feira (1/7), o ministro Gilmar Mendes cobrou da Polícia Federal e do Ministério Público a apuração do caso no qual, logo após ter concedido a liberdade a um preso na Operação Navalha, houve a divulgação de que ele estava na lista das autoridades que receberam mimos da empreiteira Gautama, investigada na operação. O verdadeiro nome na lista era outra pessoa: o engenheiro Gilmar de Melo Mendes.

Alberto Zacharias Toron apontou como exemplo de vazamento de informações pela PF a Operação Furacão — na qual foram presos dois desembargadores federais, um juiz do trabalho, um procurador aposentado, entre outras pessoas. Segundo o advogado, houve a divulgação de trechos de conversas dos investigados pela imprensa antes mesmo de os advogados dos acusados conseguirem ter acesso aos autos do inquérito. De acordo com Toron, exemplos como esses são vastos.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2008, 17h27

Comentários de leitores

18 comentários

Para acabar com uma falácia nada melhor que um ...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Para acabar com uma falácia nada melhor que um contra exemplo. A investigação que levou a prisão de Law Kin Chong, sem histrionismos, com provas materiais, enfrentando quadrilha de fato, sobrando provas materiais, ocorreu em que Governo? Quem tem memória pode comparar com o histrionismo das operações atuais, onde os advogados são sempre os culpados de os réus serem soltos por falta de consistência das provas.

Pegando o comentário do Dr. Dinamarco, não poss...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Pegando o comentário do Dr. Dinamarco, não posso me furtar a uma observação. Os tão doutos Procuradores da República, tão preocupados nas pompas de seu alto saber jurídico, vão se deixando levar na esparrela de um sindicalista semi-analfabeto. A tática é primeiro unir PF e MPF contra o Judiciário e Advocacia, e há exitos notórios na consecução desta guerra declarada ou não. O sindicalista quando foi candidato a Presidência respondia processo criminal, em segredo de justiça e depois a Imprensa parece ter sido proibida de falar nesse. Pelo que quer o MPF o atual Presidente não poderia ser candidato. Quando um dos lados, o Judiciário e Advocacia forem varridos pela carga movida por PF e MPF, os dois brigarão entre si para saber quem realmente manda. E nisto, nesta cisão republicana, manobrando um Congresso com a pior legislatura que já tivemos, qualquer delito, de qualquer natureza que atinja o Planalto e a Esplanada dos Ministérios, desaparece nem que seja na máxima de Goebbels, repetindo um milhão de vezes que de lá não há ilegalidades, isto acabaria "se tornando uma verdade". Advogar com uma magistratura que se não decide como o MPF e MPs querem podem os Magistrados serem obrigados a gastar muito com defesa em sucessivos processos movidos pelos Parquets, que são inimputáveis, como bem observaram, só resta o STF que jurisdiciona a si mesmo, e apesar do Jus Esperniandi, está incólume à guerrilha de assédio judicial. Por enquanto... Quando Promotor anda abrindo ação civil pública para reduzir honorários de advogados, foi noticiado no Conjur, e o histrionismo da ilegalidade é defendido pelo Planalto, dane-se o artigo 85, III e V da CF/88, e o Parquet Federal parece aparelhado.

Tenho uma outra colocação : comparemos, nesta q...

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

Tenho uma outra colocação : comparemos, nesta quadra negra de dificuldades e inflação, os rendimentos dos Advogados e dos Policiais Federais. Quem lucraria mais ? acdinamarco@aasp.org.br

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