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Suzane Richthofen recorre ao STJ para anular condenação

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça vai examinar o pedido de Habeas Corpus no qual a defesa da estudante Suzane Richthofen pede a anulação do julgamento que a condenou a 39 anos de reclusão e seis meses de detenção pela morte dos pais. Ela está presa na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, no município de Tremembé (SP).

O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, sustenta que no julgamento do Tribunal do Júri em São Paulo ocorreram “nulidades insanáveis e absolutas” e, por isso, a sentença deve ser declarada nula. A lista das supostas nulidades vão desde erros na pronúncia e na intimação da estudante até uso pelo tribunal paulista de súmula cancelada.

Segundo a defesa, a sentença de pronúncia ainda não transitou em julgado porque falta o julgamento, pelo STJ, do Recurso Especial 871.493, ajuizado pela defesa.

“Mediante total afronta ao disposto no artigo 416 do Código de Processo Penal, tal nulidade foi suscitada em grau de apelação e, diante do julgamento desta, o acórdão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo desprezou a matéria levantada”, afirma a defesa.

A defesa questiona, ainda, a tese da inexigibilidade de conduta diversa, na qual a estudante foi prejudicada ao responder quesito mal formulado. Protesta, também, contra a imposição do exame criminológico, determinado sem que houvesse qualquer pedido neste sentido, o que fere normas processuais e constitucionais.

O STJ volta às atividades no dia 1º de fevereiro. O relator do caso é o ministro Hamilton Carvalhido. O ministro é considerado um dos julgadores mais severos em matéria penal. O pedido para a anulação do julgamento já foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Suzane e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos foram condenados, em julho de 2006, pelo 1º Tribunal do Júri de São Paulo, na Barra Funda. Suzane e Daniel, seu ex-namorado, foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão. Christian terá de cumprir 38 anos e seis meses.

Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados com golpes de barra de ferro em outubro de 2002, enquanto dormiam, em casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo).

HC 98.313


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17/01/2008 17:11Andre camara (Estudante de Direito)Esse advogado é realmente um verdadeiro exempla...
Esse advogado é realmente um verdadeiro exemplar de que o dinheiro compra tudo.Querer força a barra só por um encremento em sua conta bancária e brincar com o conceito de justiça!!!mas, o pior é que nosso código atualizado e o nosso judiciário competente fica fácil de verdadeiros carniceiros apareção na mídia,e de certa forma até dando incetivo a quem se propõe a cometer algum crime pois, o fim termina em pizza!!!
17/01/2008 01:00Nanda (Estudante de Direito - Ambiental)Fazendo uma ressalva...muitos estados nos EUA e...
Fazendo uma ressalva...muitos estados nos EUA estão abolindo a pena de morte. Apareceu na tv ano passado falando justamente da extinção. O problema da mídia é o excesso de profissionais que vendem a notícia sem saber analisar, pois sabem muito de técnicas jornalísticas e nada de Direito. Se fosse um parricídio na periferia, nem apareceria no horário nobre. NO máximo, seria capa de um jornal que jorre sangue, e de circulação restrita.
16/01/2008 21:55Luís da Velosa (Bacharel)Essa mocinha, descendente do herói de guerra, a...
Essa mocinha, descendente do herói de guerra, alemão, aviador Barão (Vermelho) Manfred von Richthofen, parece-nos desejar a liberdade pelo cometimento dos seus parricídios, com os seus Cravinhos.