Notícias
16 janeiro 2008
Lista de argumentos
Suzane Richthofen recorre ao STJ para anular condenação
A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça vai examinar o pedido de Habeas Corpus no qual a defesa da estudante Suzane Richthofen pede a anulação do julgamento que a condenou a 39 anos de reclusão e seis meses de detenção pela morte dos pais. Ela está presa na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, no município de Tremembé (SP).
O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, sustenta que no julgamento do Tribunal do Júri em São Paulo ocorreram “nulidades insanáveis e absolutas” e, por isso, a sentença deve ser declarada nula. A lista das supostas nulidades vão desde erros na pronúncia e na intimação da estudante até uso pelo tribunal paulista de súmula cancelada.
Segundo a defesa, a sentença de pronúncia ainda não transitou em julgado porque falta o julgamento, pelo STJ, do Recurso Especial 871.493, ajuizado pela defesa.
“Mediante total afronta ao disposto no artigo 416 do Código de Processo Penal, tal nulidade foi suscitada em grau de apelação e, diante do julgamento desta, o acórdão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo desprezou a matéria levantada”, afirma a defesa.
A defesa questiona, ainda, a tese da inexigibilidade de conduta diversa, na qual a estudante foi prejudicada ao responder quesito mal formulado. Protesta, também, contra a imposição do exame criminológico, determinado sem que houvesse qualquer pedido neste sentido, o que fere normas processuais e constitucionais.
O STJ volta às atividades no dia 1º de fevereiro. O relator do caso é o ministro Hamilton Carvalhido. O ministro é considerado um dos julgadores mais severos em matéria penal. O pedido para a anulação do julgamento já foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Suzane e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos foram condenados, em julho de 2006, pelo 1º Tribunal do Júri de São Paulo, na Barra Funda. Suzane e Daniel, seu ex-namorado, foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão. Christian terá de cumprir 38 anos e seis meses.
Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados com golpes de barra de ferro em outubro de 2002, enquanto dormiam, em casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo).
HC 98.313
Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2008
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 22/11/2007 STF nega pedido de relaxamento de prisão de Suzane
- 22/11/2007 TJ de São Paulo mantém condenação de Suzane
- 21/11/2007 TJ-SP decide na quinta se anula júri de Suzane Richthofen
- 14/11/2007 Celso de Mello nega pedido de HC de Suzane Richthofen
- 13/11/2007 Supremo decide até quarta se dá liberdade a Suzane
- 02/11/2007 Suzane pode deixar prisão em três meses, diz advogado
- 26/09/2007 Suzane Richthofen quer R$ 950 mil de indenização
- 11/09/2007 Prisão de Suzane Richthofen é necessária, decide STF
- 08/08/2007 Marco Aurélio vota para libertar Suzane Richthofen
- 29/01/2007 Suzane Richthofen é autorizada a mudar de penitenciária
- 24/01/2007 Globo não terá de indenizar advogados de Suzane
- 14/09/2006 Suzane tem pedido negado para anular julgamento
- 08/09/2006 STJ vai julgar se admite recurso que perdeu objetivo
- 04/09/2006 Governo esclarece motivo de transferência de Suzane
- 31/07/2006 Defesa de Suzane estuda se vai processar TV Globo
- 26/07/2006 Suzane Richthofen pede absolvição pela morte do pai
- 22/07/2006 Suzane e Daniel pegam 39 anos e seis meses de prisão
- 21/07/2006 Fazer justiça é condenar os três pelos dois homicídios
- 21/07/2006 Veredicto deve sair na madrugada de sábado
- 20/07/2006 Termina quarto dia do julgamento de Suzane e Cravinhos
- 20/07/2006 Defesa de Suzane decide se vai pedir nulidade do júri
Comentários
Comentários de leitores: 6 comentários
Esse advogado é realmente um verdadeiro exempla...
Fazendo uma ressalva...muitos estados nos EUA e...
Essa mocinha, descendente do herói de guerra, a...
Ver todos comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 24/01/2008.