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Ecos do mensalão

Pedido de Delúbio Soares para suspender ação é negado no STF

O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente no exercício da presidência do Supremo Tribunal Federal, manteve a Ação Penal que investiga o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, no esquema do mensalão.

Delúbio é acusado, juntamente com outras dez pessoas, pelos crimes de gestão fraudulenta e falsidade ideológica. Entre os réus está o deputado federal José Genoíno (PT-SP). A defesa de Delúbio pediu no Supremo liminar para suspender a Ação Penal 420. Para tanto, alegou que Delúbio só poderia ser denunciado por crime de gestão fraudulenta “se tivesse, de alguma forma, exercido a administração de instituição financeira”, função que nunca teria exercido.

A defesa argumentou também que acusação de falsidade ideológica não está respaldada em “nenhum fato plausível ou concreto” e, por isso, pediu a suspensão da ação até o julgamento do mérito do HC.

Ao negar o pedido de liminar, Gilmar Mendes se apoiou na Lei 7.492/86, que aborda “gestão fraudulenta”, além do artigo 299 do Código Penal, a respeito de falsidade ideológica, “indicando as circunstâncias em que [Delúbio] teria participado para a consumação dos atos supostamente ilícitos”.

O ministro lembrou que a denúncia foi recebida pela Justiça da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte e em seguida remetida ao STF por conta da diplomação de José Genoíno como deputado federal. O relator da Ação Penal, ministro Joaquim Barbosa, confirmou a decisão da primeira instância e determinou o prosseguimento do caso no Supremo, tendo em vista o foro por prerrogativa de função do deputado José Genoíno.

HC 93.553

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Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2008, 18:27

Comentários de leitores

2 comentários

Mensalão nunca existiu, era lenda. Se havia, El...

Nicoboco (Advogado Autônomo)

Mensalão nunca existiu, era lenda. Se havia, Ele não sabia.

Mensalão mineiro à parte, a verdade é que os de...

Comentarista (Outros)

Mensalão mineiro à parte, a verdade é que os demo-tucanos tentam dar cabo do Bolsa Família, do Sapo Barbudo, a todo custo... Talvez estejam pensando, enganosamente, que o povo tenha se esquecido do PROER, criado no (?)governo do velho falastrão gagá e que destinou nada menos que 200 bilhões de reais aos pobres banqueiros tupiniquins. Só o Cacciola, sozinho, levou pouco mais de 1 bilhão... Tratando o povo dessa forma, certamente irão amargar mais uma derrota nas urnas, pois, em havendo consulta popupar a respeito de um hipotético terceiro mandato (cujo projeto de plebiscito está em andamento), a resposta popular certamente será SIM, para o desespero da sempre indignada minoria que não sabe perder e de alguns auto-intitulados intelectuóides e formadores de opinião. O país mudou, mas tem cego que ainda não quer enxergar isso...

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