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14 novembro 2007
Oferta e procura
Bens de Abadía vão para leilão e PF fica sem mansão
A Justiça Federal de São Paulo definiu as datas dos leilões de imóveis do traficante Juan Carlos Abadía, preso em agosto na Operação Farrapos. O patrimônio geral posto à venda terá lance mínimo de R$ 6 milhões. Um dos itens é a casa em que Abadía foi preso com a mulher, em Barueri, na Grande São Paulo. Construída em um condomínio de luxo em Aldeia da Serra, está avaliada em R$ 877.368,50 e teve a incorporação pedida pela direção da Polícia Federal de São Paulo.
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a PF alegou que usaria o imóvel para acolher policiais de outras cidades e estados convocados para operações na capital. O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, aceitou o pedido de transferência dos veículos apreendidos na operação para a PF, mas negou o pedido de incorporação da casa e decretou sua venda em leilão.
O Diário Oficial publica, nesta quarta-feira (14/11), o edital do leilão, que será presencial e eletrônico dos cinco imóveis atribuídos ao colombiano. O primeiro leilão foi marcado para 9 de janeiro, mas os lances poderão ser dados 15 dias antes nos sites www.leilao.gov.br www.lej.org.br. O Instituto Nacional da Qualidade Judiciária (INQJ), responsável pela divulgação e pela gestão do leilão, prevê que até a semana que vem as fotos das casas, do sítio e da fazenda de Abadía estejam disponíveis nesses sites.
Outra solicitação da PF à 6ª Vara Criminal Federal é que parte do dinheiro conseguido nos leilões e o dinheiro que foi apreendido com a quadrilha do traficante sejam utilizados para a compra de imóveis vizinhos à Superintendência da PF, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Segundo a direção da instituição, a reestruturação da corporação — e contratação de mais policiais — tornou necessária a ampliação do prédio. O juiz ainda não decidiu sobre o destino do dinheiro, que ficará depositado em fundo até o fim do processo.
Leilões
Os dois leilões serão realizados no 2º andar, nº 800, da Alameda Lorena, a partir das 14 horas. No primeiro dia, 9 de janeiro, serão vendidos todos os imóveis que atingirem ou ultrapassarem os valores mínimos.
O segundo, no dia 21 de janeiro, só se realizará se os bens apreendidos não atingirem a avaliação inicial e aceitará lances a partir de 50% do valor do lance mínimo. “Essa forma de leilão, que é presencial e eletrônico simultaneamente, garante a participação de qualquer pessoa que se inscrever e impede qualquer conluio dos leilões tradicionais”, disse o diretor de leilões do INQJ, Renato Moisés.
Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2007
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Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
Poderiam, também, usar este dinheiro para a con...
E a recompensa do cabeça a prêmio?
A celeridade imprimida no caso do colombiano se...
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