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Reação institucional

MP paulista recorrerá contra recondução de Schoedl ao cargo

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo divulgou nota dizendo que cumprirá a decisão liminar que determina a recondução do promotor exonerado Thales Ferri Schoedl ao seu cargo no Ministério Público paulista. A instituição, contudo, recorrerá da decisão.

Segundo a nota, “os órgãos da administração superior do Ministério Público já decidiram que Thales Ferri Schoedl não apresenta as condições exigidas para exercer o cargo de promotor de Justiça”.

A volta de Schoedl ao cargo foi determinado pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Canguçu de Almeida.

O promotor, de 27 anos, foi exonerado porque matou Diego Mendes Modanez e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza após uma discussão no dia 30 de dezembro de 2004, em Riviera de São Lourenço, condomínio de classe média alta em Bertioga, no litoral paulista. Ele disparou 12 tiros com uma pistola semi-automática calibre 380.

Mondanez foi atingido por dois disparos e morreu na hora. Souza, da mesma idade, foi baleado quatro vezes, mas sobreviveu. Schoedl ainda não era vitalício no cargo porque não havia completado dois anos de experiência como promotor, o que facilitou seu processo de exoneração.

Leia a nota

Nota à imprensa

A procuradoria-geral de Justiça aguarda comunicação oficial do TJ. A decisão será cumprida.

Os órgãos da administração superior do Ministério Público já decidiram que o sr. Thales Ferri Schoedl não apresenta as condições exigidas para exercer o cargo de promotor de Justiça.

Eventuais medidas judiciais serão apreciadas oportunamente.

Revista Consultor Jurídico, 12 de janeiro de 2006, 16h16

Comentários de leitores

4 comentários

Dr. Rossi, parabéns pelo bom senso. Infelismen...

Rita (Outros)

Dr. Rossi, parabéns pelo bom senso. Infelismente existe profissionais e profissionais. O que existe aqui é total alteração de valores. Hoje só porque se tem dinheiro, pode-se fazer tudo. Onde fica o respeito pelo ser humano? que é julgado aleatoriamente. Antes de serm promotor ele é um cidadão, que deve ser respeitado, principalmente por pessoas de seu meio profissional.

Faz parte da democracia brasileira os recursos ...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Faz parte da democracia brasileira os recursos processuais. O Ministério Público pode recorrer. O julgamento aqui é totalmente processual, ao que parece alguém votou e não poderia votar no órgão especial. De qualquer forma, metade daquele órgão considera Thales apto ao exercício da função pública de promotor de justiça. Promotor Público deve e pode portar arma e deve ser respeitado como autoridade pública onde quer que esteja. Como a polícia. Está na moda , no Brasil, o desrespeito a autoridade pública. Bandido não respeita a polícia porque a polícia está perdendo o respeito dia após dia, ou porque age com autoritarismo ou porque quando age, a mídia noticia contrariamente as ãções. Dá no que dá. Quando um Promotor se identifica como Promotor o cidadão deve respeitá-lo. O rapaz (Thales) deve , mais do que nunca, aplicar a Lei no exercício do cargo público. Espero apenas que não lhe dêem função fictícia ( como a Nasa da polícia civil) onde nada se faz. Otavio Augusto Rossi Vieira advogado criminal em São Paulo

Recentemente neste informativo, sob o título "f...

fortuna (Bacharel - Criminal)

Recentemente neste informativo, sob o título "fogo cruzado" noticiou-se que um juiz do trabalho foi afastado porque usou "branquinho" e organização de pauta de audiências, pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, no Estado de São Paulo. Agora, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, manda voltar ao cargo o promotor de justiça acusado de assassinato. Não tem algo estranho no Estado de São Paulo? Será que ninguém avisa que essas coisas estão acontecendo para o Conselho Nacional de Justiça?

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