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Santo de Casa

MP investiga envolvimento de agentes penitenciários com o PCC

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O Ministério Público de São Paulo, por meio de seu grupo de elite, o Gaeco, toca em sigilo uma mega-operação contra funcionários públicos que estariam ligados à organização criminosa do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A operação segue os moldes daquela que levou à cadeia advogados acusados de facilitarem a logística do comando criminoso.

A operação, cujos resultados serão divulgados em 15 dias, é concentrada exclusivamente na região oeste do estado de São Paulo, como nos presídios de Itapira, Getulina e Araraquara.

O foco da operação são funcionários do próprio estado. O MP dispõe de dados de contas bancárias com movimentações vultosas para quem ganha pouco como funcionário público estadual. Segundo as investigações, agentes penitenciários venderiam celulares para integrantes da facção criminosa por até R$ 20 mil.

O número de investigados chegou a bater a casa de cem pessoas, mas, inadvertidamente, dados referentes a tais investigados acabaram vazando quando do depoimento das advogadas ligadas ao PCC junto à CPI do Tráfico de Armas. A partir desse vazamento, o Ministério Público Estadual restringiu a lista de investigados.

Desta vez, o MP descartou os serviços de inteligência do Serviço Reservado da PM e do próprio Departamento de Investigações Criminais, o Deic. Quem fornece dados é o serviço de inteligência da Secretaria de Assuntos Penitenciários.

O Ministério Público trabalha com transferências monstruosas de somas, via bancária, e com interceptação legal de conversas: é desse cruzamento que surge a nova operação. Procurado pela reportagem da revista Consultor Jurídico, o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Gaeco, disse que não comenta investigações. Mas declarou que “o MP tem certeza de que o crime organizado corrompeu esferas da sociedade que jamais imaginávamos que pudessem ser corrompidas”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2006, 11h47

Comentários de leitores

7 comentários

Não é de se ficar espantado com essa investigaç...

aroldinho (Estudante de Direito - Criminal)

Não é de se ficar espantado com essa investigação.Não é toa que os inúmeros ataques, em sua grande maioria, fogem da persecução policial.Supresas maiores virão, quem sabe em relação a Brasília?

O acompnahmento da eviolução patrimonial é uma ...

Bira (Industrial)

O acompnahmento da eviolução patrimonial é uma tarefa obrigatoria para todo funcionario publico. No primeiro sinal de irregulariedade, já está preservado o erário. Mas, as quadrilhas usam da omissão do poder publico, seja qual partido for, para fazer a festa. E depois congelam o irpf para ajudar a fome ou mantem ad eternum a cpmf. Patético.

Dijalma Não apoiar o Ministério Público ne...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Não apoiar o Ministério Público neste momento delicado em que o crime organizado quer desestabilizá-lo, seria execrá-lo injustamente e de maneria burra, atirando no nosso próprio pé. Não há como não reconhecer no Ministério Público uma sentinela respeitável na defesa da cidadania, pelo que, nós cidadãos, devemos postar-nos ao seu lado. Assim, continuo com o meu pensamento no sentido de que : "A sociedade, como um todo, e aí deverá estar incluída a OAB como a entidade de maior prestígio no país, deverá deixar demonstrado, de forma inconfundível, que está apoiando o Ministério Público, instituição séria e que merece, pois, todo o nosso respeito e solidariedade. Eu entendi perfeitamente quando o Dr. Pinho fez algumas considerações a advogados, que as fez para aqueles bandidos-advogados, e não para a grande e esmagadora maioria, que é honesta e séria. Quando críticas são feitas a comportamentos criminosos de maus colegas, canalhas, biltres, bandidos, a OAB deverá sim endossá-las sem qualquer receio. Eu, da minha parte, não tenho qualquer receio em fazê-lo."

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