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Eleições limpas

'Caixa 2 é coisa de bandido', diz ministro Asfor Rocha

O ministro César Asfor Rocha, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, declarou durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral que a prática de caixa 2 nas campanhas é “coisa de bandido” e “uma praga daninha que se espalha e se entranha”. O lançamento da campanha, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, Conferência Nacional dos Biscpos do Brasil e outras 17 entidades da sociedade civil, aconteceu nesta segunda-feira (3/5), em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Asfor Rocha, responsável pelo comando da fiscalização das eleições presidenciais de 2006, defende um processo eleitoral justo e limpo e para isso, disse que serão instalados comitês em todo o País para receber denúncias de compra de votos e informações que possam levar a flagrantes de corrupção eleitoral. De acordo com ele, a meta é verificar a compatibilidade das despesas com os valores que forem formalmente declarados pelos candidatos e pelos partidos.

"Se não houver essa compatibilização, evidentemente que estará havendo a prática irregular do caixa 2 de campanha", asseverou.

Ele advertiu que "não adianta mais querer fazer produções cinematográficas, showmícios mirabolantes e campanhas publicitárias milionárias porque ninguém mais vai entender ou aceitar que essas práticas estão sendo pagas com recursos tão escassos, tão pequenos". Afirmou que todas as legendas serão fiscalizadas.

No entanto, o ministro reconheceu que "Não se pode ter a ingenuidade de pretender acabar de vez com o caixa 2, que é uma praga daninha que se espalha e se entranha. A origem do caixa 2 está sempre nos recursos públicos, sem dúvida alguma. São recursos escusos. É quase impossível acabar de vez com isso, mas o estágio de consciência do País já é motivo inibitório do problema."

Dirigindo-se aos presidentes Roberto Busato, da OAB, e Dom Geraldo Majella Agnelo, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o ministro assegurou que "tem a absoluta consciência" de sua missão. Chamou a atenção para "a indignação dos cidadãos e de todas as instituições significativas do País com a condução do processo eleitoral".

O ministro Asfor Rocha avaliou que está diante de "um desafio muito grande, porque o caixa 2 e o abuso do poder econômico sempre estiveram presentes nas eleições, embora não com a intensidade que hoje se vê em todos os segmentos".

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2006, 15h28

Comentários de leitores

2 comentários

Segundo Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

Segundo Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil: “O combate ao caixa dois não tem a ver com questão eleitoral, e sim com a fiscalização tributária das empresas". A única maneira de reduzir o dinheiro que passa por debaixo do pano é apertar a fiscalização tributária e punir muito gravemente as empresas inadimplentes com o Fisco". Então, aguardemos a reforma tributária, quem sabe.

Acredito que o magistrado não tenha acesso a mi...

Bira (Industrial)

Acredito que o magistrado não tenha acesso a midia escrita e falada desde 2003 neste pais, outrossim, já existiriam alguns "notáveis politicos e seus amigos" presos na PF. Pois é caro ministro, parabéns pela palavra, mas a máxima que o "puder" corrompe vingou.

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