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Vigário Geral

Ex-PMs acusados da chacina de Vigário Geral têm novo juri

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Doze anos após a Chacina de Vigário Geral, na qual 21 pessoas foram mortas, dois ex-policiais militares acusados de participação na carnificina serão julgados nesta sexta-feira, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. José Fernandes Neto e Paulo Roberto Alvarenga, vão a julgamento pela segunda vez, por terem reclamado um novo júri.

Em 1997, Alvarenga foi condenado a 449 anos e 8 meses de prisão, mas teve a sua pena reduzida para 57 anos pelo Supremo Tribunal Federal . Como pegou pena superior a 20 anos, pode protestar por um novo júri. Na madrugada de 18 de março passado, o ex-policial, até então foragido, se entregou na Polinter. Já Fernandes Neto foi julgado a primeira vez em setembro de 2000. Foi condenado a 45 anos e, como Alvarenga, recorreu da sentença.

No inquérito que investigou o caso, consta que um grupo de policiais se dividiu em várias equipes para praticar os crimes. Uma delas explodiu uma granada no interior de um bar, causando a morte de sete pessoas e ferindo outras duas. Uma outra equipe invadiu uma residência e matou a tiros oito pessoas de uma mesma família. Outras oito vítimas foram atacadas em ruas próximas. Duas sobreviveram. A motivação para os crimes seria vingança pela morte de quatro policiais militares, ocorridas dois dias antes da chacina na Praça Catolé do Rocha, também em Vigário Geral.

Após a investigação, o Ministério Público denunciou 52 policiais militares. Desse total, apenas sete foram condenados pelo 2º Tribunal do Júri da Capital. O restante foi absolvido por falta de provas. No processo pelas 21 mortes em Vigário Geral ainda falta ser julgado o réu Leandro Marques da Costa, o “Bebezão”, que está foragido.


 é editora especial da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 21 de julho de 2005, 17h30

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