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Sem segredo

Presidente da BrT é indiciada por formação de quadrilha

Carla Cico, presidente da Brasil Telecom, uma das três maiores operadoras de telefonia fixa do país, foi indiciada pela Polícia Federal, nesta segunda-feira, pelos crimes de formação de quadrilha e divulgação de segredo.

Junto com Daniel Dantas, dono do banco de investimentos Opportunity e controlador da Brasil Telecom, Carla Cico é acusada de contratar a empresa de investigações empresariais Kroll Associates, para espionar os dirigentes da Telecom Italia. A empresa italiana disputa com o Opportunity o controle da Brasil Telecom. As informações são da Folha Online.

Nas investigações da Kroll, foram detectadas ligações entre os dirigentes da Telecom Italia e figuras graduadas do governo federal, como o ministro chefe da Secretaria de Comunicações, Luiz Gushiken, e o então presidente do Banco do Brasil, Casio Casseb. As conexões políticas ampliaram as dimensões do incidente e o caso de espionagem empresarial acabou nas mãos da Polícia Federal.

Carla Cico foi indiciada logo após prestar depoimento na Polícia Federal, onde esteve acompanhada do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro e Nélio Machado e do presidente do Conselho de Administração da Brasil Telecom, Luiz Octavio da Motta Veiga.

A Polícia Federal informou ainda que Daniel Dantas será intimado nesta terça-feira (12/4) a também prestar depoimento. O depoimento está marcado para a quarta-feira.

A pena para o crime de formação de quadrilha é de um a três anos de prisão. Para divulgação de segredo a pena prevista é de um a quatro anos.

Revista Consultor Jurídico, 11 de abril de 2005, 18h54

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