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Júri popular

Júri condena acusados por morte de juiz no Espírito Santo

Odessi Martins da Silva e Giliardi Ferreira foram condenados pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, que investigava a prática de crime organizado no Espírito Santo. O júri popular formado por sete pessoas decidiu, nesta quinta-feira (16/9), aceitar os argumentos do Ministério Público.

O crime ocorreu no dia 24 de março de 2003, em Vila Velha (ES). O juiz Sérgio Ricardo de Souza, da Vara do Júri, anunciou a sentença e condenou Silva a 25 anos e oito meses de reclusão, e Ferreira, a 24 anos e seis meses de prisão. Cabe recurso.

Os dois foram condenados por homicídio qualificado, furto e formação de quadrilha. Eles confessaram o crime, mas alegaram que o juiz foi morto durante uma tentativa de assalto. A Promotoria sustentou a tese de crime de mando, uma vez que a vítima fazia parte de um grupo que investigava o crime organizado no estado.

Castro Filho foi morto a tiros após estacionar seu carro em frente a uma academia em Vila Velha. Ele foi baleado por ocupantes de uma moto. O juiz havia sofrido ameaças de morte. No dia do crime, porém, estava sem segurança.

Segundo o site Espaço Vital, outros cinco homens são acusados pelo crime. Na quarta-feira, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo negou, por unanimidade, o recurso apresentado por eles e decidiram que todos devem ser levados a júri popular.

Revista Consultor Jurídico, 17 de setembro de 2004, 10h50

Comentários de leitores

3 comentários

concordo com o colega vendedor, sou a favor de ...

LUÍS  (Advogado Sócio de Escritório)

concordo com o colega vendedor, sou a favor de unificar a justiça criminal. Essa estória de termos juizados federais e estaduais eu acho que não tem sentido, deveria haver a justiça nacional, uma justiça só e eficiente para lidar com o crime. A polícia judiciária deveria ser também federalizada.

Seria curioso de se saber por qual razão não fo...

Paolillo, Sidney (Advogado Associado a Escritório)

Seria curioso de se saber por qual razão não foi aplicada a pena máxima de 30 anos no caso em questão. Parece importante atentar que ademais do homicídio qualificado, o que já não é pouco, existe aí um verdadeiro atentado à instituição do Juiz-Estado,e por essa via ao próprio Poder Judiciário, o que enquanto sociedade em hipótese alguma se pode minimamente admitir, sob pena de inexoravelmente minar todo o arcabouço daquilo que se chama civilidade.

Todo mundo aqui no Estado sabe que as autoridad...

Chefia ()

Todo mundo aqui no Estado sabe que as autoridades sabem qtos e quais foram os financiadores da execução do Dr. Alexandre mas, inexplicavelmente, preferem dizer que o inquérito está sob segredo de justiça inclusive para eles... nada mais fantástico! Onde está o Ministério Público que no dia do crime prometeu como político em época de eleição que ia fazer e acontecer e agora tá caladinho feito um poodle manso? E o que dizer da polícia corrupta que vários de seus membros foram algozes de Alexandre? Tomara que a gente não morra sem respostas... Em tempo, crimes praticados por organização criminosa têm que ser da competência da Justiça Federal, com investigação da PF e denúncia do MPF, do contrário tudo é festa. O processo e o direito penal precisam sair da década de 40 do século passado.

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