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Pingo no i

Luiz Carlos Zubcov nunca foi nem esteve preso

O advogado Luiz Carlos Zubcov, delegado aposentado da Polícia Federal, nunca foi nem esteve preso. Esta informação foi publicada equivocadamente pela revista Consultor Jurídico, no final de janeiro passado, em matéria sobre a venda de sentenças, sob o título “Rastros da Cobra -- Ministro da Justiça e antecessor são citados em relatório”, baseada no relatório da Operação Anaconda, onde Zubcov é citado. Ele não responde a nenhum processo criminal.

Procurado pela reportagem da revista, em seu escritório, em Brasília, Zubcov rebateu as informações do relatório, atribuindo o que foi escrito sobre a sua pessoa a desafetos criados, especialmente na área de inteligência da Polícia Federal, durante os 18 anos em que trabalhou na instituição. E disse que mostrará tudo isso judicialmente. Essa desafeição, segundo ele, decorre de divergências relacionadas com o programa da CIA, o serviço de inteligência norte-americano, quando esteve lotado na Interpol-Brasil.

Para Zubcov, as análises do relatório são parciais e dirigidas. “Todas as referências -- disse ele -- são de ordem subjetiva e buscaram unicamente atingir a minha honra e comprometer a minha dedicação à advocacia”. E acrescentou: “Chega a ser demoníaco o enredo protagonizado pelos escutadores e intérpretes policiais de conversas telefônicas”.

Ele disse que atuou como advogado em todos os episódios relatados. Mostrou farta documentação relativa à época em que ocorreram os fatos. Zubcov, por exemplo, adquiriu a aposentadoria em março de 2002 e as acusações datam de período posterior, o que não caracteriza irregularidade. “Ninguém tem nada a ver com os honorários que recebo no exercício da minha atividade. Presto minhas contas à Receita Federal”, ele acrescentou.

Segundo Zubcov, tudo isso resultou da projeção que obteve pela sua atuação, como delegado da Polícia Federal, em casos rumorosos de interesse nacional e internacional como as CPIs do Futebol e dos Medicamentos Genéricos. Zubcov disse estar sendo considerado um inimigo institucional do Departamento de Polícia Federal.

Revista Consultor Jurídico, 7 de setembro de 2004, 12h43

Comentários de leitores

2 comentários

Felizmente a Justiça reconheceu o abuso e conde...

Crítico (Jornalista)

Felizmente a Justiça reconheceu o abuso e condenou o CONJUR. Pena que o valor foi irrisório...

...lamentável; trata-se de mais uma das incontá...

José Américo de Sousa ()

...lamentável; trata-se de mais uma das incontáveis injustiças cometidas pela denominada "Operação Anaconda" e sempre tendo como coadjuvante a livre imprensa brasileira. Conheço o advogado ZUBCOV e sei da sua trajetória profissional exemplar que soube dignificar o cargo de Delegado de Polícia Federal. Quando li a noticia de sua prisão fui procurá-lo e tive a oportunidade de ouvir a verdade sobre os fatos que envolviam seu nome. A imagem do então Delegado e hoje do Advogado ZUBCOV sempre foi e o é de retidão, de homem e profissional admirável pelas suas preocupações sociais; nas conversas com os amigos fazia questão de destacar que na condição de servidor público estava a serviço da sociedade; nunca aceitou ser usado como instrumento do poder institucional ou estatal. Contou-me com a alma abatida que estava tendo sua honra manchada em razão de sua relação de amixade com um dos investigados. revelou-me ainda que o caso com a CIA americana trouxe-lhe preocupações de perigo com a própria vida. Mas, enfim, o mal contra ele está feito e o damo moral é irreparável. É como cristal que quebra e que jamais será reconstituido. A tentativa de correção do CONJUR começa a servir de exemplo, pois enquanto a matéria anterior foi divulgada no meio das principais, na chamada de rosto ou de topo, agora está inserida dentre uma relação infindável de reportagens que, somente por muita sorte, un ou outro leitor mais atento poderá acessar. O Departamento de Polícia Federal deveria se orgulhar do Delegado ZUBCOV que cumpriu as suas missões com diatinção e louvor prestigiando a instituição, ao invés de lançar conclusões açodadas e disdtantes da verdade. Ainda bem que temos os profissionais do Ministério Público, atentos aos excessos e abusospraticados por nossos policiais.

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