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Sexta-feira, 3 de maio.

Primeira Leitura: virou moda bancos rebaixarem o país no exterior

Virou moda

O banco ABN Amro em Nova York divulgou relatório rebaixando a recomendação para os títulos brasileiros, de "positiva" para "neutra". Foi o terceiro banco a fazer isso e a citar como uma das justificativas o avanço do petista Lula nas pesquisas.

Polarização à vista

O mercado reagiu com nervosismo, movido também por rumores de novas pesquisas que mostrariam crescimento de Lula e isolariam a candidatura de José Serra em segundo lugar. Primeira Leitura acredita que o comportamento do mercado vai acabar fortalecendo a polarização entre as candidaturas do petista e do tucano.

Cada caso...

Comparado aos dois bancos de investimento que rebaixaram o país, o Merrill Lynch e o Morgan Stanley, o ABN Amro tem forte presença no mercado brasileiro, já que é dono do Banco Real.

Assim, enquanto seus analistas em Nova York rebaixavam o país, a direção do banco no Brasil tentava minimizar o impacto da análise, que seria "rotineira".

...é um caso

Numa nota, o ABN Amro reafirmou sua crença no Brasil, onde tem feito "investimentos importantes". Segundo o banco, as operações no país são "o terceiro pilar de sustentação" da instituição no mundo, ao lado da Holanda e dos Estados Unidos.

A profissão de fé não acalmou o mercado: a taxa de risco do país subiu 3,63% e atingiu 8,85 pontos percentuais. O dólar teve alta de 1,48%, fechando a R$ 2,39, enquanto a Bovespa retrocedeu 4,2%.

Tendência reforçada

Na tendência dessa polarização Serra-Lula, o PMDB defendeu quinta-feira, no horário gratuito, que o PFL volte à base governista. "O desafio de melhorar a distribuição de renda pressupõe um esforço de unidade das forças políticas", disse, no programa, o peemedebista Moreira Franco, ex-assessor especial da Presidência. Com a vaga do candidato a vice-presidente assegurada, o PMDB busca somar forças com os pefelistas para derrotar Lula.

Somando apoio

O movimento de volta do PFL à base governista e o eventual apoio pefelista à candidatura Serra ganharam novo impulso ontem, quando uma reunião sacramentou o esperado: o diretório paulista do PFL vai apoiar o governador tucano, Geraldo Alckmin, em sua campanha à reeleição. Em troca, o PSDB vai apoiar a reeleição do pefelista Romeu Tuma ao Senado.

"Outubro Vermelho"

O nervosismo que se verificou ontem tende a piorar quanto mais se aproximam as eleições. É da natureza do mercado "pôr um preço" na realidade política. Para essa entidade algo mítica chamada "mercado", muitas vezes, vale menos o pássaro que se tem na mão do que aqueles que estão voando.

O peso do Lula light

Se Lula estivesse fazendo um discurso de confronto, de desmonte do que foi feito nos anos FHC, o sistema financeiro estaria calmo porque, nesse caso, o petista estaria patinando ali nos 20 e poucos por cento da preferência do eleitorado. Com a conversão propositiva do partido e o tom light do candidato, Lula está batendo nos 40%. Vai daí que o mercado...

Assim falou...Luiz Murat

"A Argentina (está) inventando moeda toda hora e fazendo pagamentos com dinheiro de Banco Imobiliário."

Do diretor financeiro da Sadia, ao anunciar que a empresa vai fechar sua distribuidora naquele país. O faturamento da Sadia na Argentina, que chegou a US$ 50 milhões em 1999, baixou para US$ 33 milhões em 2001 e deve ser de US$ 3 milhões neste ano.

Tudo é história

O Banco Imobiliário, citado pelo executivo da Sadia ao explicar por que a empresa vai fechar sua distribuidora na Argentina, é a versão brasileira do jogo mais vendido no mundo, o Monopoly. Segundo o site A Página dos Jogos de Tabuleiro (www.angelfire.com/ab/jogos), é produzido em mais de 25 línguas e distribuído em pelo menos 80 países. Foi criado por Charles B. Darrow, americano da Pensilvânia, em 1934.

Sem conseguir seduzir um fabricante de prestígio, a Parker Brothers, Darrow - desempregado, em plena recessão americana - decidiu produzir o jogo sozinho, vendendo 5 mil unidades feitas artesanalmente para lojas na Costa Leste dos EUA. O sucesso do jogo fez a demanda aumentar rapidamente.

A Parker Brothers voltou atrás e lançou Monopoly comercialmente, em 1935. O desempregado Darrow ficou multimilionário - com dinheiro de verdade...

Revista Consultor Jurídico, 3 de maio de 2002, 9h50

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