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Meio perdão

Falsos terroristas têm processo suspenso em São Paulo

O juiz Antonio Carlos Nascimento Amado, do 2º Juizado Especial Criminal, suspendeu, por um ano, o processo contra Thiago Henderson Bessa e Emerson dos Santos Varella que jogaram uma caixa que simulava uma bomba, na recepção do Consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. O fato aconteceu no dia 8 de outubro do ano passado.

A proposta de suspensão do processo foi feita pelo Ministério Público na audiência de instrução e julgamento. Entretanto, o MP impôs algumas condições. Durante um ano, os dois jovens, que não têm antecedentes criminais, deverão comparecer de três em três meses ao Juizado.

Eles não poderão mudar de endereço e nem se ausentar da capital por mais de 60 dias sem comunicar ao juízo. Os rapazes deverão comprovar, no prazo de um ano, atividade lícita e não poderão se envolver em qualquer outro procedimento policial.

Os acusados aceitaram a proposta. Caso cometam outro crime, a suspensão será interrompida e os acusados serão processados.

Segundo a denúncia, Thiago e Emerson jogaram a falsa bomba em suposto protesto contra o início da guerra entre os EUA e o Afeganistão. O incidente provocou pânico e perturbou o andamento normal do trabalho no consulado, uma vez que ocorreu um mês após o atentado ao World Trade Center, em Nova York. Os rapazes estão incursos nas sanções do artigo 65 de Lei de Contravenções Penais.

Revista Consultor Jurídico, 27 de fevereiro de 2002, 20h47

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