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Boi Gordo

Associação de credores da Boi Gordo diz que presidente foi afastada

A Associação dos Parceiros e Credores das Fazendas Reunidas Boi Gordo (APCBG) divulgou nota à imprensa afirmando que a presidente da entidade, Cláudia Zelenkovas, foi afastada. Segundo a nota, o afastamento aconteceu devido a ato atentatório contra a associação.

Na nota, a associação pede que os associados não atendam nenhuma convocação de assembléia feita por Cláudia Zelenkovas, “pois esta não mais integra os quadros associativos, não possuindo legitimidade para praticar nenhum ato em nome da Associação”.

Esta semana, Cláudia Zelenkovas, acompanhada de advogado e oficial de justiça notificou, judicialmente, o secretário executivo da entidade, Miguel Diez Gandullo, e a mentora da APCBG, Maria Conceição da Hora Coelho. O pedido é o de que todos os documentos e informações a respeito dos valores recebidos devem ser repassadas a Cláudia. (Leia a notícia)

Veja a íntegra da nota da APCBG

ALERTA AOS ASSOCIADOS

Alertamos aos Srs. associados e ao público em geral, que a Sra. Cláudia Zelenkovas foi penalizada com a exclusão dos quadros da Associação dos Parceiros e Credores da Fazendas Reunidas Boi Gordo – APCBG, em razão do cometimento de ato atentatório à APCBG, conforme cláusula 9a, parágrafo único, do Estatuto Social.

De acordo com a sentença administrativa proferida no Inquérito Administrativo n° 01/02, Cláudia cometeu improbidade ao fazer “proposta” ilícita a associados que fiscalizaram o cumprimento das cartas precatórias no Estado do Mato Grosso, segundo a qual caso estes consentissem que a Boi Gordo “trocasse” o rebanho seqüestrado, substituindo os bois e vacas por bezerros e bezerras, obteriam um “lucro” estimado em R$ 4 milhões, o qual seria partilhado entre ela (Cláudia), os associados que fiscalizaram o cumprimento da precatória e a Boi Gordo.

Além disso, entendeu-se que as falsas acusações de que as contribuições associativas equivalentes a 2% do crédito dos associados, teriam sido desviadas para os advogados, também configuram improbidade, portanto ato atentatório, já que era de amplo conhecimento de Cláudia, que os cheques dados em pagamento daquelas contribuições foram transferidos aos advogados, por força de expressa disposição contratual, como pagamento dos honorários advocatícios.

Aliás, ficou evidente que a referida carta foi divulgada na mídia como parte do torpe estratagema destinado a facilitar a pretensiosa negociata de troca do gado seqüestrado. A verdadeira intenção é a de “colocar os lobos para cuidar das ovelhas”.

A Associação não medirá esforços para rechaçar mais essa absurda violação de direitos e garantias individuais de seus associados, diretores e colaboradores, já tendo adotado todas as providências judiciais e policiais cabíveis.

Alertamos-os, finalmente, de que não devem atender eventual convocação de assembléia por parte de Cláudia, pois esta não mais integra os quadros associativos, não possuindo legitimidade para praticar nenhum ato em nome da Associação.

Será nomeado provisoriamente um novo presidente, até a realização de eleição de nova diretoria, na qual será franqueado voto a todos os associados.

Aguardem convocação oficial da APCBG, que ocorrerá nos próximos dias.

Como diz a famosa frase símbolo da traição muito grave e inesperada, pronunciada por Júlio César antes de tombar sob os golpes dos conjurados, “Tu quoque, Brute, fili mi?”: “Até tu, Brutus, meu filho?”

Enfim, já dizia Aristóteles (Retórica, 1373a) que “Para se fazer o mal só é preciso um pretexto”!

Atenciosamente,

Miguel Diez Gandullo – Secretário Executivo da APCBG

Revista Consultor Jurídico, 20 de fevereiro de 2002, 15h02

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