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Sururu urbano

Associação de credores da Boi Gordo acusada de lesar associados

A Associação de Parceiros e Credores das Fazendas Reunidas Boi Gordo, uma das entidades criadas, em tese, para defender os investidores do grupo em concordata, continua enfrentando problemas.

A presidente da entidade, Cláudia Zelenkovas, acompanhada de advogado e oficial de justiça notificou, judicialmente, o secretário executivo da entidade, Miguel Diez Gandulo, e a mentora da APCBG, Maria Conceição da Hora Coelho. O pedido é o de que todos os documentos e informações a respeito dos valores recebidos devem ser repassadas a Cláudia. Pede-se também que o site da entidade possa ser usado para a convocação da assembléia de todos os associados.

A convocação é para o próximo dia 7 de março, às 20h, em local a ser designado oportunamente.

A estranha situação deriva do fato de que os verdadeiros dirigentes da entidade seriam seus fundadores: o advogado Augusto de Souza Coelho (também notificado) e Maria Conceição da Hora Coelho. Cláudia Zelenkovas, assistente administrativa do escritório, em suas próprias palavras, foi designada e eleita para o comando da associação como "laranja".

Posteriormente, Cláudia teria constatado a prática de irregularidades que, nominalmente, seriam atribuídas a ela, na condição de principal dirigente da APCBG. Foi quando criou-se o conflito que já foi registrado em ocorrências policiais e agora chega à Justiça. Comentários que teriam sido feitos pelo advogado Augusto de Souza Coelho apontam em outra direção: Cláudia teria se entusiasmado com o "poder" adquirido pela entidade que conseguiu a penhora de parte do patrimônio da Boi Gordo e resolvido assumir, de fato, o comando da associação.

A notificação feita através da 5ª Vara Cível da Capital paulista informa que Cláudia não pediu afastamento nem se afastou do cargo; anuncia a convocação da assembléia para conferir com os associados o que foi combinado como taxa de adesão e para onde iriam os 2% pagos por associado; pede acesso a todos os recibos de pagamento dos associados bem como extrato completo da conta bancária aberta em nome da associação no Banco BBV; reivindica a disponibilização do site para convocação da assembléia; pede acesso a todas as contas e contratos efetuados em nome da associação.

Maria Conceição e Diez Gandulo negaram-se a assinar a notificação mas, diante de testemunhas, o oficial de justiça anunciou que certificaria a entrega do documento judicial perante a Vara Cível.

Processo 02.020702-6

Revista Consultor Jurídico, 19 de fevereiro de 2002, 20h42

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