Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Caso DNER

Minha mãe e todos os parentes que estavam se despedindo dela no aeroporto foram encaminhadas à sala da Polícia Federal. Nenhuma mala de dólares foi encontrada.

Neste mesmo dia, logo depois das 17 horas, me telefonou o doleiro Fayad do seu telefone 9982.0707 para o meu celular 9984.1519. Foi estranho porque ele nunca me telefonava.

Me perguntou se estava tudo bem e eu respondi que sim. Ele insistiu com a pergunta e somente alguns dias em percebi que ele sabia do episódio do aeroporto. No mesmo dia me telefonou um agente da Polícia Civil que eu conheço.

O policial falou que precisava falar comigo com urgência e combinei com ele um encontro naquela mesma noite, por volta das 19 horas, no centro comercial Gilberto Salomão, no bar Picanha do Didi.

No encontro, o policial me avisou que dois colegas deles estavam me procurando e que havia uma ordem"de cima"para me matar junto com minha mãe”.

As contas bancárias de ARNOLDO BRAGA FILHO são expostas, tal como o fato do mesmo ter feito várias remessas, somente numa vez, um milhão de meio de dólares, frise-se. Da mesma forma, policiais operaram dando proteção ao esquema, o que foi confirmado nos depoimentos mais adiante transcritos.

“Que os policiais que estavam querendo me matar já tinha meu endereço, sabiam qual era o meu carro e todas as informações necessárias para matar a mim e membros da minha família. Perguntei quem eram estes policiais e o meu amigo da polícia civil não me informou.

Este policial com quem eu falava me perguntou se eu tinha feito alguma corretagem de dólar que deu errado.

FALEI QUE O ÚNICO PROBLEMA QUE TINHA ACONTECIDO FOI UMA AMEAÇA DE MORTE QUE, NA OCASIÃO, REGISTREI NA 10ª DELEGACIA DE POLÍCIA DO LAGO SUL COM O NÚMERO 2353/2000.

O policial amigo me pediu uma cópia e falei para ele pegar direto na delegacia. Fomos juntos à delegacia e pegamos uma cópia da ocorrência que registrei sobre a ameaça de morte. Ele ficou de me dar uma resposta. Naquela mesma noite, o policial meu amigo me telefonou da sua casa, em Sobradinho, fone 387.1448.

No dia seguinte, 16 de agosto de 2001, o doleiro Jorge Kamon encontrou na porta do Hospital Santa Luzia, dona Siham (telefone 248.7114), mulher de um amigo meu que estava infartado.

Kamon avisou que queria falar com o marido de Siham porque tinha um pessoal do ministério dos Transportes na casa dele e estavam querendo me matar por causa de um acerto de contas. Ficou muito difícil falar com o marido de Sihan que estava na UTI”.

O"pessoal do Ministério dos Transportes"na casa de Kamon,"querendo ...matar"CHARBEL, por causa de dólares.

“Contou também que o pessoal do banco Audi estava procurando o JOHN EDWARD HAJJAR e não estava achando.

Na sexta-feira, dia 24 de agosto de 2001, Fayad me telefonou e falou para deixar o meu celular ligado pois queria falar comigo no final de semana sobre uma dívida.

Contou que tinha um pessoal no escritório dele me procurando. Sugeri que estas pessoas me procurassem e fossem ao meu escritório. Fiquei curioso para saber a quem interessava toda esta fofoca. Fayad não me telefonou no final de semana, como tinha avisado, mas a fofoca foi crescendo.

Na quarta-feira seguinte Fayad voltou a me telefonar e falou que tinha marcado um encontro na loja dele e ME AVISOU QUE TINHA COMBINADO COM O PESSOAL DO MINISTÉRIO DO TRANSPORTES QUE O ENCONTRO CONTARIA COM MINHA PRESENÇA”.

Novamente,"o pessoal do Ministério dos Transportes"aparece, e, mediante um doleiro, Kamon, marca encontro com o doleiro colaborador, CHARBEL.

“Concordei porque queria saber o que estava acontecendo. Na quinta-feira, dia 30 de agosto, fui ao encontro com Fayad e um tal de Márcio, um homem alto, magro e bem vestido que usava um telefone da Nextel do modelo mais caro”.

Há um depoimento, que será transcrito adiante, que diz que este MÁRCIO seria MARCOS ANTONIO ASSI TOZZATTI.

“Marcio informou que o pessoal estava chegando e que ele não sabia de muita coisa.

NESSE MEIO TEMPO FAYAD AVISA AO SEU FUNCIONÁRIO CHICO GORDO PARA DESCER UM PACOTE DE DÓLARES E COLOCÁ-LO NO COFRE DENTRO DO BANHEIRO.

AVISOU QUE ESTAVA VINDO PARA O ENCONTRO UM DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL PARA FALAR COMIGO.

Estranhei e comentei que se a coisa estava tão oficial por que não me notificaram oficialmente. Fayad falou para esperar.

No mesmo instante, Fayad telefonou do escritório várias vezes para o Doutor Coelho que avisou estar a caminho.

Já passava das 18:30 quando o Doutor Coelho chegou acompanhado de dois agentes.

OS POLICIAIS COMEÇARAM A PEDIR DINHEIRO, DIZENDO QUE PEGUEI DINHEIRO DE UM FULANO QUE ELES NÃO DIZIAM O NOME.

Perguntei quem era o tal fulano, que eu gostaria de saber. O DOUTOR COELHO INFORMOU QUE SE TRATAVA DO SENHOR ARNOLDO. Falei que nada devia a ele.

O DOUTOR COELHO DISSE QUE SE TRATAVA DA CONTA DO ARNOLDO EM NOVA IORQUE.

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2002, 18h48

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 26/02/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.