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Caso DNER

Que Ulisses não estava no momento e por isso o depoente examinou os documentos por curiosidade, tendo em vista que Ulisses sempre dizia que ia pagar suas dívidas com dinheiro do DNER, e por isso ao ver o papel timbrado do DNER quis saber se era o pagamento para Gilson, que poderia assim quitar suas dívidas com o depoente;

Que eram cerca de 200 páginas e que o depoente acha que Ulisses de posse desses documentos praticamente parou de ir na agência, em abril de 1999, e fez viagens a procura dos titulares dos precatórios, das quais o depoente se recorda que o mesmo foi para Curitiba e Belo Horizonte; Que esse Marcelo trabalhava na época no Ministério da Justiça, pois o depoente certa vez, após Marcelo ter ficado com um carro no final de semana e o ter deixado na agência, na segunda de manhã, o levou no Ministério da Justiça o deixando no Ministério, onde o mesmo trabalhava ou fazia lobby; Que o depoente acha que esse Marcelo é um senhor chamado Marcelo Curado, embora não tenha total certeza; Que Marcelo tinha um metro e 75cm, cabelos lisos, castanho escuro, pesando aproximadamente 75 a 80 quilos; Que o dito Marcelo andava com um carro chevety cor branca, do Ministério dos Transportes, no qual dirigia ele mesmo até a agência onde deixa na agência;

Que o carro têm nas duas portas escrito Ministério dos Transportes; Que ouviu falar meses depois que havia uma pessoa chamada Marcelo Curado que atuaria como lobista no DNER, e acha que pode ser o mesmo, embora não tenha certeza, mas podendo reconhecer o mesmo pessoalmente;

Que no momento faz entrega do DOC. 15 que é o livro do Sr. Olívio Moacir Padilha e Nova Agência de Automóveis, contendo notas promissórias; Que faz entrega do DOC. 16 que são relações de veículos, ainda não acertados junto aos sócios; Que faz entrega do DOC. 17, que é um comunicado, publicado no dia 06/08/1999, requerendo o comparecimento do Sr. Ulisses à Nova Agência de Automóveis Ltda, pois o mesmo havia desaparecido desde 18 de abril de 1999; Que o Sr. Fernando Aguiar, Assessor do Ministro Padilha, passava na Nova Agência de Automóveis, conversa com o Sr. Ulisses em particular;

Que apresentado ao depoente, correspondência enviada pela Salém Veículos Ltda, assinada pela a Sr.ª Andréa Cardoso, irmã do Sr. Renato Cardoso e do Sr. Henrique Cardoso, e perguntado sobre o conteúdo deste documento, que segue anexado a este depoimento como DOC. 18 tem a dizer:

Que o documento afirma o que foi dito pelo o depoente acima, sendo"em atenção ao OF/MPF/PRDF/LF n.º 051, de 14 de fev. de 2002, temos a informar o que se segue, respeitando a mesma ordem das indagações formuladas. a) o veículo em referência não foi vendido, trocado ou comercializado na Salém Veículos Ltda. Este veículo pertenceu ao Renato Alvarenga Cardoso e foi vendido em janeiro/99 à Nova Agência, na Asa Norte, cujos proprietários eram os Senhores Geraldo Hipólito e Ulisses, pelo preço de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais). Ressaltamos que nesta data a Salém Veículos não existia. Aproximadamente em Março de 2000, o Sr. Raimundo Dantas acompanhado de seu assessor Marco Antonio esteve em nossa loja à procura do Renato, identificando-se como proprietário da Cherokee verde e solicitando a emissão de 2.º via do DUT do referido carro, quando foi constatado pelo Renato que o carro até aquela data ainda se encontrava em seu nome. Prontificou-se em passar uma procuração para o Sr. Marco Antônio, com poderes específicos para essa emissão. O que foi feito. b) Não temos como informar em que nome foi preenchido o DUT. Estamos tentando descobrir para informá-lo. c) Não. Na oportunidade em que esteve na loja, se interessou pela Cherokee branca que estava na loja, e no dia 29/03/2000 efetivou a compra da mesma, pelo valor de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais). d) não sabemos.(...) Andréa Cardoso, Salém Veículos Ltda;"; Que entende que este documento feito pela irmã de RENATO ALVARENGA CARDOSO confirma plenamente o que foi dito acima, dado que é claro que RAIMUNDO DANTAS se apresentou e ligou para a firma SALEM VEÍCULOS se apresentando como dono do Cherokee verde, veículo mais caro de sua firma, e doado ao mesmo por Ulisses, quando este controlava, com MOACIR PADILHA, sua firma; Que se recorda de GILSON Z. MOURA dizer que abaixo de PADILHA era quem decidia tudo no DNER, principalmente sobre precatórios, e que PADILHA acompanhava tudo o que de importante acontecia no Ministério dos Transportes e no DNER;

Que os principais bancos que eram operados pelo o Sr. Ulisses, era o Bradesco e o Banco do Estado de Goiás, sendo que sabe que algumas contas do Sr. Ulisses está referida no decorrer do depoimento e a do Banco do Estado do Goiás é da Ag. 0141, conta 1403, conta conjunta com a esposa, desde maio/1990, cheque esmeralda;

Que considerada importantíssima a quebra de sigilo da Sr.ª Flávia pela esperteza da mesma e pela participação da mesma em quase tudo e pela participação da mesma no controle da contabilidade, de sua firma Nova Agência, totalmente controlada pelos os ditos lobistas, que dilapidavam o seu patrimônio e o individava fazendo presentes e agrados para altos funcionários do Ministério dos Transportes e do DNER;

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2002, 18h37

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