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Escritório acusado no Sul anuncia que processará detratores

O escritório ML Gomes Advogados Associados, uma das grandes bancas brasileiras, reagiu à altura da acusação que lhe foi feita pelo Ministério Público gaúcho. A imputação, em processo originalmente sigiloso, foi divulgada nesta segunda-feira (1º/4) pela imprensa do Rio Grande do Sul: o escritório estaria direcionando verbas para servidores do Judiciário. Mais precisamente, a oficiais de justiça, que estariam sendo remunerados para dar preferência ao cumprimento de mandados de busca e apreensão de interesse de clientes do escritório.

Os pagamentos que teriam ocorrido, explica a diretoria do ML Gomes, tratam-se de "reembolso de despesas realizadas em diligências da própria Justiça" e não propinas, como se divulgou.

Em Nota Oficial, o escritório nega a acusação, repudia o "vazamento" de informações e o envolvimento de seu nome. Anuncia que responsabilizará criminalmente seus acusadores e que já constituiu, para sua defesa, o advogado Márcio Thomaz Bastos.

Leia o comunicado emitido pelo escritório:

NOTA OFICIAL

A ML Gomes Advogados Associados, um dos maiores escritórios de advocacia do país, estabelecido em 14 Estados da Federação, integrado por mais de 200 advogados, 600 funcionários e 15 anos de existência, lamenta o envolvimento de seu nome em processo "sigiloso" instaurado pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

Deploramos a forma açodada como se dá o envolvimento de nosso nome, além de um prejudicial "vazamento" de informações, desconhecendo a colaboração estrita, positiva e decisiva que prestamos às investigações desde o primeiro momento.

Somos conhecidos pela lisura de nossos procedimentos éticos, tanto por nossos clientes quanto pela própria Justiça. Em momento algum, com a responsabilidade de milhares de ações ajuizadas perante os Foros de todo o país, a ML Gomes Advogados Associados, se afastou da seriedade e da correção com que se tem havido ao longo do tempo.

Por um grande equívoco confundem o reembolso de despesas realizadas em diligências da própria Justiça com "propinas". Trata-se o assunto, profundo e grave, com extremo desconhecimento da matéria, eminentemente técnica, o que nos prejudica sobremaneira e nos trás imensos prejuízos de ordem moral e material.

Queremos, por isso mesmo, o esclarecimento completo dos fatos, com a apuração total das eventuais responsabilidades criminais, para que se restabeleça a verdade e possamos, então, na Justiça, promover a responsabilização de nossos detratores. Para isso constituímos o advogado Márcio Thomaz Bastos.

Lamentamos o envolvimento de nosso nome, tanto por nossa história profissional e nosso bom conceito quanto por nossos clientes, funcionários e amigos.

A DIRETORIA

Revista Consultor Jurídico, 1 de abril de 2002, 22h05

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