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Morto por engano

Advogado paulista escapa e homônimo morre em seu lugar

A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) paulista está no encalço de um advogado acusado de mandar matar um colega. Uma derrota na Justiça teria gerado um frustrado plano de vingança que, no primeiro momento, vitimou um homônimo do alvo original.

Quem levou o caso à polícia, ao Ministério Público e à Comissão de Prerrogativas da OAB paulista foi o advogado Ricardo Sayeg, que já vinha sendo ameaçado e, esta semana, foi informado de que a morte de um homônimo seu, com dois tiros, não fora casual.

Teriam suas mortes contratadas também o cliente de Sayeg, um empresário do ramo de importação e exportação e o pai do empresário.

Segundo o próprio Sayeg, "a trama foi descoberta com a desistência da pessoa contratada, que reconheceu o segurança do empresário, um velho amigo". Ao perceber que, para cumprir a missão, teria que matar seu amigo, o pistoleiro desistiu e acabou confessando.

Foi dele a informação de que o homônimo de Sayeg fora assassinado por engano. Segundo o matador de aluguel, o mandante teria sido um ex-adversus do advogado, que pagara R$ 25 mil pela compra das armas, mais R$ 75 mil para o "serviço".

A vendeta teria origem no litígio travado na 16ª Vara Cível de São Paulo. O advogado acusado teria tentado receber cerca de US$ 6 milhões pela venda de apólices da dívida pública datadas de 1903. Atuando pela empresa que repeliu a cobrança, Sayeg manteve as decisões a favor de seu cliente. Inconformado, o advogado que cobrava pelas tais apólices teria jurado os empresários e Sayeg de morte.

O advogado mandante dos crimes cuja busca já foi determinada pelo delegado Valter Torres, do DHPP, já estaria respondendo por outras acusações como estelionato e sonegação fiscal.

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2001, 17h47

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