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Procurador assassinado

Procuradores acompanham a investigação da morte de colega

O assassinato de Antônio José Carneiro D'Oliveira, chefe da Procuradoria da República na Bahia, está sendo acompanhado de perto pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e pela seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil.

O empregado de Antônio José, Edson Fernandes Macedo, conhecido como "Bode", que trabalhava na fazenda do perocurador há dez anos, confessou ter cometido o crime por ter sido descoberto seu envolvimento no desvio de cabeças de gado e para roubar R$ 305. Ele está preso.

Em seu depoimento, Macedo disse precisar do dinheiro para quitar dívidas pessoais. Ele afirmou dever cerca de R$1.600 por uma moto que havia comprado a prazo. Sua intenção também era iniciar a reposição dos bois vendidos por ele sem a autorização do procurador.

Segundo informações da secretária da Segurança Pública do Estado, Kátia Alves, o procurador foi assassinado com quatro tiros na última quinta-feira, quando foi visto pela última vez pelos parentes.

Cerca de 200 policiais militares, civis e federais trabalharam na operação que localizou o corpo do procurador.

A secretária disse também que, logo após confessar o crime, Macedo levou os policiais até o local onde o procurador estava enterrado e apontou um cúmplice do crime.

No início da tarde desta segunda-feira(18/09), o corpo do procurador foi periciado por técnicos do IML (Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues), em Salvador.

A juíza Nícia Olga Andrade Souza Dantas, de Catu, Bahia, decretou a prisão preventiva da mulher e de dois irmãos de Edson Fernandes Macedo. O irmão caçula de Edson, de 16 anos, também deve ter pedido de internação provisória, por parte do Ministério Público.

Ainda não se sabe as razões dessas prisões, mas supõe-se que haja indícios de cumplicidade dos familiares do assassino confesso.

A Polícia mantém cercada a fazenda onde o co-autor do homicídio, Gildásio Cerqueira, se escondeu.

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2000, 13h41

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