Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Jorgina X Ratinho

Chamada de vagabunda, Jorgina processa Ratinho.

A fraudadora do INSS entrou com processo pedindo retratação e indenização de Ratinho, apresentador do SBT. Em seu programa, Ratinho a chamou de "biscate e vagabunda", segundo a Folha on Line.

Um oficial de Justiça entregou a notificação a Ratinho na última quarta-feira, dentro do SBT.

A coluna Ooops! teve acesso a trechos do documento: "A requerente (Jorgina) afirma ter sido ofendida pelo apresentador (Ratinho), pelo fato de tê-la chamado de `biscate e vagabunda´", diz o documento.

Em outro trecho, Jorgina, por meio de sua advogada, se disse agredida porque Ratinho afirmou: "Se eu te encontrar na rua, baterei na sua bunda com uma cinta, até ela ficar toda roxa".

A ação exige que Ratinho se retrate publicamente, em seu programa, por causa das ofensas. Jorgina alega que foi "ofendida em sua moral".

Ela também pede uma indenização cujo valor será calculado no andamento do processo.

"Eu aceito processo só de gente de bem, mas não de biscate vagabunda", disse Ratinho, confirmando o processo - e reforçando suas acusações.

A advogada Jorgina de Freitas está presa no Rio, cumprindo uma condenação de 14 anos por desvio de dinheiro do INSS em processos fraudulentos. Em uma seqüência de golpes, Jorgina assaltou a Previdência Social causando um prejuízo que pode chegar a R$ 300 milhões.

Ela foi presa na Costa Rica, em 98, e deportada para o Brasil. Ainda se discute se ela poderá ser processada por outros crimes que ainda estão sendo apurados. O STF chegou a reconhecer o direito da golpista gozar de regime semi-aberto. O Tribunal de Justiça do Rio, contudo, não autorizou a progressão.

Na semana passada, Jorgina pediu ao Superior Tribunal de Justiça para passar o Natal com sua família. O pedido foi negado. Teme-se que, em liberdade, ela possa apagar rastros de crimes ou dificultar a localização das quantias extraídas aos aposentados brasileiros.

Revista Consultor Jurídico, 25 de dezembro de 2000, 0h00

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 02/01/2001.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.