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Desvio de verbas

Roriz é alvo de mais um inquérito sobre suposto desvio de verbas

O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, está sendo investigado por suposto desvio de verbas, destinadas à obra do metrô, iniciada em seu primeiro mandato.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu inquérito a pedido do Ministério Público (MP). Esta não é a primeira denúncia que envolve o governador. Há no STJ processos que investigam seu envolvimento com a invasão de terras.

As denúncias foram feitas pelo ex-secretário de Obras da administração José Aparecido (antecessor de Roriz), Carlos Magalhães, e do advogado Paulo Érico Castelo Branco. Segundo eles, os fatos teriam sido relatados pelo então secretário de obras do GDF e hoje senador, José Roberto Arruda.

Os denunciantes informaram que a empresa responsável pela obra, que pertence ao grupo Brasmetrô, teria desviado recursos em favor do governador. Essas quantias, por sua vez, teriam sido usadas por Roriz nas campanhas eleitorais dos Municípios de Luziânia e Padre Bernardo.

Ao pedir a abertura do inquérito, o MPF solicitou que o STJ requisitasse ao governo do DF a listagem de todos os cheques emitidos no pagamento ao Consórcio Brasmetrô durante a gestão de Roriz.

Foi requerido também que o Tribunal determinasse ao Banco Central o rastreamento desses cheques, com o objetivo de identificar o destino dos valores sacados dos cofres públicos em favor das empresas.

Segundo o relatório dos técnicos do Bacen, "o rastreamento de cheques pagos pelo governo ao Brasmetrô não revelou a existência de movimentação de verbas entre as empreiteiras e o governador". Contudo os peritos não tiveram acesso aos extratos bancários de Roriz e, por isso, não puderam realizar a comparação de sua movimentação financeira com os dados do rastreamento dos cheques.

Dessa forma, o MPF pediu ao STJ uma autorização para que os técnicos do Bacen tenham acesso aos extratos bancários de Roriz, de modo que possam concluir a perícia. O pedido aguarda a resposta do relator, ministro Milton Luiz Pereira.

Revista Consultor Jurídico, 7 de agosto de 2000, 0h00

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