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Caso Favela Naval

Últimos dois PMs são julgados pelo caso da favela Naval

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Os ex-policiais militares Nelson Soares da Silva Júnior e Reginaldo José dos Santos, acusados de participar da "sessão de tortura" ocorrida durante ação da PM na favela Naval, em Diadema, (Grande SP) devem começar a ser julgados nesta segunda-feira (17/5) por um júri popular. Com o julgamento, os dez envolvidos no episódio já terão sido levados ao júri.

O julgamento começará às 9h, no Tribunal do Júri de Diadema e a previsão é que dure até a quinta-feira. Os dois acusados e outros oito PMs foram flagrados por um cinegrafista agredindo cidadãos durante blitz na favela, em março de 1997. O conferente Mário José Josino foi morto no bloqueio. Todos outros envolvidos já foram condenados pela Justiça comum (leia texto abaixo).

O ex-soldado Silva Júnior é acusado de um homicídio, três tentativas de assassinato e 12 atos de abuso de autoridade. Já, o ex-terceiro-sargento, Santos é acusado de dois atos de abuso de autoridade.

Veja abaixo a lista dos demais envolvidos no episódio e suas respectivas condenações.

Otávio Lourenço Gambra, o "Rambo"

Condenado a 65 anos de reclusão por homicídio, tentativas de morte e abuso de autoridade. Rambo foi o autor do disparo que matou o conferente Mário José Josino.

Maurício Gomes Louzada

Condenado a 27 anos de prisão pela participação na morte do escrevente Mário José Josino, duas tentativas de homicídio e dois casos de abuso de autoridade.

Rogério Neri Bonfim

Condenado a seis anos de detenção.

Paulo Rogério Garcia Barreto

Condenado a quatro anos e sete meses de detenção em regime semi-aberto.

João Batista Queiroz

quatro anos e dois meses de detenção em regime semi-aberto.

Ricardo Luís Buzetto

Condenado a dois anos de detenção.

Demontier Carolino Figueiredo

Condenado a um ano e seis meses de detenção.

Adriano Lima Oliveira

Condenado a um ano e seis meses de detenção. O soldado Adriano Oliveira foi o único participante do episódio que não foi expulso da PM.

 é editor da Revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 1999, 0h00

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