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Cenoura e quiabo

Por falta de alimentação adequada, Justiça revoga prisão de advogada vegana

A Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiânia revogou a prisão preventiva de uma advogada vegana porque a penitenciária onde ela estava não lhe fornecia alimentação adequada. As informações são do site Rota Jurídica.

Juíza entendeu que prisão não fornecia legumes e frutas suficientes à advogada
Piqsels

A juíza Placidina Pires ordenou a detenção da advogada pela suspeita de que ela integrava organização criminosa especializada na exploração de jogos de azar e na lavagem dos valores obtidos com a prática.

Em Habeas Corpus, a defesa da suspeita sustentou que ela não praticou crimes e ressaltou que, por ser vegana, a advogada estava comendo apenas cenoura e quiabo, uma vez que a cadeia não possui alimentação balanceada não derivada de origem animal. Devido à má alimentação, argumentou a defesa, a advogada teve de ser levada às pressas para um hospital, onde está internada em estado grave.

A juíza Placidina Pires entendeu que o presídio não estava fornecendo alimentação adequada à suspeita, que incluiria frutas e verduras. Por isso, a julgadora substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.




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Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2021, 15h07

Comentários de leitores

9 comentários

Texto incompleto, tendencioso e "caça-click" no Conjur.

Rogerio Reis MP (Servidor)

O Conjur já foi sério e tinha mais compromisso com a verdade. Parece que está entrando na onda das "pós verdade" e das manchetes "caça click". A condição de "vegana" nem de longe foi determinante para a decisão, mas o estado de saúde da paciente contribuiu. Ademais, trata-se de pessoa primária em conduta delitiva, o crime não é de natureza violenta (decorrente do jogo do bicho), trata-se de pessoa com trabalho fixo, que possui endereço certo e não havia risco de fuga ou de que venha a atrapalhar a instrução processual, fazendo, portanto, jus à liberdade provisória. tanto que o Ministério Público concordou com a soltura.
Aliás, como já alertado em comentários anteriores, onde está o link para a integra da decisão?

Não botou link para a decisão nem identificou o processo

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Será que o motivo determinante da libertação da presa foi esse mesmo? Não dá para averiguar, e a Conjur não é confiável.
Para mim, a questão toda está em se permitir à pessoa receber comida externa. Se isso for proibido pelas normas do estabelecimento, me parece que a decisão está correta. Quem adota essa dieta antinatural vai mesmo morrer, se não tiver acesso a suplementos e vegetais mais raros, que certamente não fazem parte do cardápio das prisões.

Justiça acovardada

Marcos Henrique (Advogado Associado a Escritório - Família)

Infelizmente o Judiciário está tomado por magistrados acovardados, com medo do enfrentamento que pode se sujeitar diante de um STJ ou STF, estes, aparelhados, corrompido. Preferem os magistrados de 1a Instância decidirem pelo menos estressante, como forma de não se exporem diante dos Tribunais Superiores. O Judiciário vêm passando por este aparelhamento desde 2002, onde, se trocou a competência pela submissão áqueles que detém o poder. Fica claro com tantas corrupções que explodem diariamente com envolvimento dos operadores do direito..

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