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Quase lá

Beto Simonetti registra candidatura à OAB Nacional com apoio de 23 seccionais

O advogado criminalista José Alberto Simonetti, 43, registrou sua candidatura a presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com o apoio de 23 conselhos seccionais. Como a Lei Federal 8.906, conhecida como Estatuto da Advocacia, exige o mínimo de seis apoios para o registro a candidatura, não restam apoios suficientes para o registro de uma candidatura adversária.


Beto Simonetti em ato de desagravo público em Goiânia por conta de uma agressão policial contra um advogado
Divulgação

Beto Simonetti, como é conhecido, integra a atual diretoria do Conselho Federal da Ordem como secretário-geral, função responsável, entre outros assuntos, pela coordenação do Exame da OAB e por encaminhar demandas relacionadas a prerrogativas da advocacia. Ele também é o atual coordenador-geral das Comissões e Procuradorias do Conselho Federal.

Como integrante da atual diretoria, Simonetti representa a OAB, por exemplo, nos atos relativos à Ação Declaratória de Constitucionalidade 71, que solicita ao Supremo Tribunal Federal para reconhecer os trechos do novo Código de Processo Civil (CPC) que tratam dos honorários de sucumbência. Ele ainda liderou os recentes atos de desagravo em favor dos advogados agredidos por policiais.

No último 28 de julho, em desagravo ao advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior, que foi espancado por policiais militares em Goiás, Simonetti destacou a necessidade de haver união na classe. Ele afirmou que todas as advogadas e advogados do país e a OAB devem ser "escudo e defesa para que as prerrogativas sejam respeitadas" e que cabe à OAB "combater o arbítrio e defender a cidadania e os calores democráticos".

Simonetti participou ativamente das ações da OAB em favor de incluir, na Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869), itens que criminalizam a violação das prerrogativas dos advogados. Ele foi o relator, no plenário da OAB, do texto que resultou na inclusão desses dispositivos no projeto que se transformou na lei. Depois, foi o proponente das medidas que a OAB deve adotar para assegurar a eficácia da Lei de Abuso.

Recentemente, Simonetti publicou na ConJur uma série de artigos em defesa do dispositivo. "Mais do que uma salvaguarda da população ou uma prerrogativa da advocacia, a criminalização do abuso de autoridade representa uma conquista civilizacional", afirmou em artigo publicado no Dia do Advogado (11/8).  

Carreira
Natural de Manaus, Simonetti é registrado na seccional da OAB no Amazonas com o número 3.725. Recebeu a carteira de advogado em 21 de março de 2001. Pós-graduado em Direito Penal e em processo penal pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), atua, principalmente, na Justiça Federal e nos tribunais superiores. É sócio do Simonetti & Paiva Advogados, fundado em 1974 e o segundo escritório a obter registro junto à OAB-AM.

Simonetti é casado e tem dois filhos, de 9 e 12 anos de idade, e pertence a uma família engajada na OAB e na defesa da advocacia. Seu pai, Alberto Simonetti Cabral Filho, foi quatro vezes presidente da seccional da OAB no Amazonas. Seu irmão, Alberto Simonetti Cabral Neto, foi conselheiro federal e também presidiu a seccional. O advogado José Paiva de Souza Filho, um dos mais respeitados do Amazonas, foi co-fundador do escritório junto com o pai de Beto Simonetti.

A primeira função exercida por Beto Simonetti no sistema da Ordem foi como integrante da Comissão do Advogado Iniciante (hoje chamada de Comissão do Jovem Advogado) na OAB-AM. Depois, presidiu a comissão.

No Conselho Federal, Simonetti está em seu quarto mandato como conselheiro federal pela OAB-AM. Nesse período, além de secretário-geral, também foi diretor-geral da Escola Nacional da Advocacia, corregedor-geral adjunto e ouvidor-geral do sistema OAB, função responsável por atuar como interlocutora junto a advogados, estudantes de Direito e a sociedade em geral, melhorar a qualidade dos trabalhos e receber o encaminhamento de denúncias e requerimentos, proporcionando maior efetividade e agilidade aos trabalhos da OAB.




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Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2021, 13h41

Comentários de leitores

7 comentários

A mesmice terá continuidade.

Álvaro José Hiluey Filgueiras D'Amorim (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Boa tarde!
De logo, faço minhas as palavras do Dr. VASCO VASCONCELOS, ao disparar em seus textos os desastres sucessivos e escândalos, sem contar com o ativismo judicial da OAB. Essa OAB, em tese, não em sua maioria, a mim não tem representatividade alguma. E vou mais além, a OAB de hoje é divorciada das suas verdadeiras tradições históricas, com atuações pífias com viés de política partidária de esquerda. A OAB é muito mais do que isso que está posto aí. Se fizesse um senso hoje da classe no país de quantos advogados(as) estão de acordo com essa gestão, em tese, beiraria acima dos 70% o número de rejeição.
Com relação ao texto do ESCUDEIRO, tenho pessoalmente algumas discordâncias, que para serem elencadas, precisaria todos nós estarmos sentados à mesa, bebendo uma cerveja 'loira' gelada, apesar de beber bebidas álcoolicas, (sou paraplégico há 13 anos), com tira-gosto nordestinos para em pleno sábado à beira mar expor nossos conceitos, concordâncias e discordâncias acerca da OAB, sobre o Direito e o futuro da nossa categoria.
Abraços à todos e bom final de semana.

Oab apolítica

Limago (Advogado Autônomo - Civil)

Tomará que o novo presidente da OAB não se envolva com política. O atual foi um desastre para a categoria. A OAB não pode ser de direita ou esquerda, ideologicamente deve ser neutra. ⚖️

Salve 194 anos dos cursos jurídicos x 27 de exploração oab

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor, jurista e abolicionista contemporâneo.
Salve os 194 anos dos Cursos Jurídicos X 27 anos de exploração dos bacharéis em direito. Brasil! País dos carrascos. Nunca foi tão fácil lucrar, extorquir os bacharéis em direito, enriquecer, praticar o trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB, explorando com altas taxas de inscrições e reprovações em massa, praticando o trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB, onde os mercenários usando do poder macabro, vem vergonhosamente, afrontando a nossa Lex Mater, notadamente o direito ao primado do trabalho, o direito ao livre exercício profissional de qualquer trabalho, (art.5º-XIII), para impor goela abaixo, a excrescência do pernicioso, fraudulento, concupiscente, famigerado caça-níqueis exame da OAB, uma chaga social que envergonha o país dos desempregados, causando fome, desemprego, depressão, síndrome do pânico, síndrome de Estocolmo, doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas, uma chaga social que envergonha o país, e ainda, pasme, dizem que isso é “Sui generis? Como assim?
Para ser advogado milhares de operadores do direito, são tratados, como (res) (coisas), para deles tirarem proveitos econômicos. Mas para ocupar vagas nos Tribunais Superiores, OAB é totalmente contra realização de CONCURSO PÚBLICO, prefere indicar seus apadrinhados e asseclas, via, LISTAS DE APADRINHADOS?
Isso é fato: Em plena pandemia da COVID-19, os caras só contabilizam lucros exorbitantes às custas dos desempregados. São cerca de 400 mil cativos da OAB, devidamente qualificados pelo omisso Ministério da Educação- MEC, jogados ao banimento.
Enquanto nos Estados Unidos, em face da pandemia da COVID-19 o Estado de Utah aboliu essa excrescência (..)..

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