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Contrato de trabalho

Centrais sindicais são admitidas em ação contra a Medida Provisória 936

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, admitiu o ingresso como terceiro interessado de entidades de classe de trabalhadores no julgamento da ação, ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade, que contesta o programa emergencial que permite redução de jornada de trabalho com redução salarial ou a suspensão de contratos de trabalho durante a pandemia de Covid-19, instituído pela Medida Provisória 936/2020.

Ministro Ricardo Lewandowski é o relator da ADI que contesta a MP 936/2020 Rosinei Coutinho / SCO / STF

Foram autorizadas a participar do julgamento, pautado para a sessão por videoconferência da próxima quinta-feira (16/4), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Força Sindical (FS), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat) e Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT).

A participação de entidades na condição de amigas da corte (amici curiae) nos julgamentos está prevista na Lei das ADIs (Lei 9.868/1999) e a análise de admissão é feita pelo relator da ação. No caso das centrais sindicais, elas devem subsidiar o julgamento com informações sobre os impactos para os trabalhadores do programa emergencial a partir da edição da MP Trabalhista.

Na última segunda-feira (6/4), o ministro deferiu em parte medida cautelar para determinar que apenas terão validade os acordos individuais de redução de jornada com redução salarial ou de suspensão temporária do contrato de trabalho, se houver anuência dos sindicatos de trabalhadores em até dez dias, a partir da notificação. Caso o sindicato não se manifeste na forma e nos prazos estabelecidos na legislação trabalhista, o acordo individual estará validado. Agora a medida cautelar deferida pelo ministro Ricardo Lewandowski vai a referendo do Plenário. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

ADI 6.363

Texto alterado às 20h36 para inclusão de informação

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Revista Consultor Jurídico, 9 de abril de 2020, 14h14

Comentários de leitores

1 comentário

Medida protege demissões em grande parte dos ramos.

Wilkerson (Comerciante)

Apesar de parecer malvada à primeira vista, a medida provisória, protege os trabalhadores.
Fica meu relato: tenho uma pequena empresa. Tivemos que demitir 10% dos empregados, temos mais 20% de demissões caso a medida provisória não seja facilitada. A empresa não consegue sustentar o salário do todos, pois, está proibida de abrir a portas. Infelizmente a saída é a demissão.

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