Consultor Jurídico

Notícias

Bilhete para Michelzinho

É "incorreto" afirmar que procurador vazou provas colhidas, diz MPF

Reprodução

A assessoria de comunicação do Ministério Público Federal refutou, em nota, reportagem em que a ConJur mostra que procurador da República Felipe Bogado vazou provas colhidas na casa de um investigado.

O vazamento foi divulgado pelo portal G1 neste sábado (23/3) ao noticiar investigação sobre um vizinho que pode ter sido "caixa forte" do ex-presidente Michel Temer, o empresário Vanderlei De Natale. No fac-símile da foto feita pelo procurador, aparece seu nome como remetente (veja ao lado).

Segundo o MPF, a Rede Globo questionou o órgão sobre a relação de Vanderlei com Temer e, por isso, o órgão apresentou documentos que não estão mais sob sigilo. "E estão sendo utilizados nas investigações em procedimentos próprios", diz a nota. O órgão afirma ainda que sempre que possível fornece informações sobre as provas.

No entanto, na decisão que baseou a busca e apreensão, foi determinado o "sigilo absoluto de justiça enquanto durar a operação". A reportagem do G1 foi publicada no dia 23 e a imagem indicava que a foto tinha sido recebida no dia anterior, quando a operação ainda estava sendo realizada.

Leia a íntegra da nota do MPF:

Em resposta ao artigo publicado pelo ConJur, em 23/03/2019, com o título "Procurador divulga fotos de provas colhidas em casa de investigado", a Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal esclarece que é incorreto afirmar que houve vazamento de provas. Em face do interesse dos temas em investigação, a imprensa, seguindo seu papel de fiscal das atividades das autoridades públicas, vem pedindo diversas explicações sobre as afirmações feitas pelo MPF.

O MPF tem apresentado explicações sobre seus posicionamentos e fornecido, sempre que possível, as provas relacionadas aos fatos indagados. No caso narrado na matéria do ConJur, a Rede Globo fez questionamentos ao MPF sobre a relação de Vanderlei de Natale com Michel Temer, tendo o MPF feito as devidas explicações e apresentado documentos, que não se encontram mais sob sigilo e estão sendo utilizados nas investigações em procedimentos próprios."

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2019, 12h04

Comentários de leitores

1 comentário

Corporativismo sem limites

olhovivo (Outros)

Pensei que era nota da associação de classe, mas é da própria instituição mesmo. Porém, a questão é que não basta a prisão preventiva sem causa; não basta a espetaculização da prisão; não bastam entrevistas coletivas (alô mamãe) para condenar por antecipação o mero investigado perante a opinião pública e emparedar o Judiciário... tem que expor a privacidade dele e da família, inclusive de filhos menores. É uma nojeira mesmo.

Comentários encerrados em 01/04/2019.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.