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Procurador da Fazenda é homem e jovem, mas experiente, diz estudo

O procurador da Fazenda Nacional é homem, tem entre 31 e 40 anos e atuou em outras profissões jurídicas antes de entrar na carreira. É o que aponta o Primeiro Diagnóstico da Carreira de Procurador da Fazenda Nacional, feito pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O estudo inédito traz o retrato dos mais de 2 mil procuradores da Fazenda Nacional em atividade em todo o país. Segundo a amostra analisada, a maior parte dos procuradores está na faixa dos 31 a 40 anos de idade, sugerindo um perfil substancialmente jovem quando comparado com os demais servidores públicos.

Além disso, de acordo com o estudo, 62,15% são do sexo masculino, a maior concentração dos profissionais é casada, com uma média de um filho por procurador, e 81% já são pós-graduados, mestres ou doutores.

Verificou-se, também, que a carreira não é formada por profissionais iniciantes, uma vez que 81% dos pesquisados exerceram atividade na área jurídica anteriormente. 

O levantamento aponta, ainda, os principais desafios da carreira, como a melhoria em estrutura e quadro de servidores de apoio.

Objetivos do estudo
O levantamento, segundo o Sinprofaz, permite que a população conheça a atuação dos profissionais responsáveis pela cobrança da Dívida Ativa da União. No primeiro semestre deste ano, no âmbito federal, R$ 262 bilhões foram sonegados em tributos, de acordo com o sindicato. No ano passado, os procuradores da Fazenda devolveram aos cofres públicos R$ 23,9 bilhões, o que demonstra, para o Sinprofaz, como é essencial combater a sonegação e fortalecer órgãos como a Procuradoria da Fazenda Nacional.

“O diagnóstico é uma fotografia da carreira, e nos ajudará a entender o perfil e as condições de trabalho dos procuradores da Fazenda Nacional, bem como contribuir para o fortalecimento e qualidade do serviço público prestado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional à sociedade”, afirma Achilles Frias, presidente do Sinprofaz.

Clique aqui para ler o estudo.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2019, 9h11

Comentários de leitores

1 comentário

Nem sempre!

Célio Parisi (Advogado Assalariado - Criminal)

Célio Parisi - Advogado e Professor de Direito.
Penso que capacidade jurídica para ingressar, não é sinônimo de capacitação profissional para atuar, porque muitos, pelos vários anos que tenho assistido, ingressam passando pelo estudo continuado nos cursinhos, sem nunca terem, de fato, atuado de fato na área forense.
Entendo que referidos cargos e funções, assim como Juiz, Promotores e Procuradores, deveriam ter comprovação de efetiva prática processual, nas várias áreas, pelo menos pelo período de 10(dez) anos.
Não que só isso lhe confira capacitação, mas o restante restaria comprovado pelos concursos - se bem feitos e por examinadores igualmente capacitados para o exame - e por período de 3 (três) para a confirmação na carreira.
O cargo e função são extremamente relevantes para a Fazenda e tenho visto muita coisa...
À reflexão, apenas!

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