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Por Sérgio Rodas

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Levantamento inédito

Áreas trabalhista e tributária dominam processos e recursos de grandes empresas

As áreas trabalhista e tributária são as responsáveis pelos maiores volumes de processos e as que recebem mais recursos dos departamentos jurídicos de empresas. É o que mostra a pesquisa Jurídico S.A., encomendada pela Torre Comunicação e feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPad) com 100 diretores jurídicos (ou cargos equivalentes) da lista Valor 1000, do jornal Valor Econômico.

A ConJur adianta trechos do estudo com exclusividade neste sábado (7/9). O levantamento completo será divulgada na próxima quarta-feira (12/9) às 9h30, em São Paulo.

O campo trabalhista foi apontado por 91% dos executivos como o que tem maior volume de processos em sua empresa. Em segundo lugar ficou o tributário, indicado por 75% dos diretores jurídicos. Bem abaixo aparecem as ações comerciais e de Direito do Consumidor (ambas com 19% de menções), ambientais (7%), administrativas (6%), societárias (3%), concorrenciais e penais (as duas com 1%).

Da mesma forma, a área trabalhista foi indicada como uma das três que mais recebem recursos da companhia por 76% dos executivos. Novamente, o segundo lugar ficou com o campo tributário, apontado por 68% dos diretores.

Os outros setores que mais recebem investimentos são comercial (39% de citações), ambiental (28%), administrativo (13%), de Direito do Consumidor (12%), concorrencial (4%), penal (3%), previdenciário e sindical (ambos com 2%) e tecnologia (1%).

Olhos no futuro
Os diretores também foram perguntados sobre como a empresa enxerga o departamento jurídico em 10 anos. Para 38% deles, o setor estará mais informatizado, e para 18%, mais automatizado. Outros 31% avaliaram que a área terá mais qualidade, enquanto 18% preveem que ela terá maior importância nos negócios.

A questão do tamanho do departamento jurídico dividiu os entrevistados: 27% acreditam que ela será menor, ao passo que 15% creem que será maior. O mesmo percentual de executivos disse que as demandas devem ser mais internalizadas. Já 5% opinam que haverá maior terceirização para bancas.

Além disso, os executivos foram instados a dar uma nota de zero a 10 (sendo zero uma péssima impressão e 10 uma ótima) aos fatores que influenciam na contratação de um escritório de advocacia. O fato de os advogados da firma terem pós-graduação e a boa reputação dela receberam nota nove.

Com oito, estão pontos como a capacidade de a banca de manter, cobrar um valor razoável, ter profissionais renomados, e a relação de confiança com executivos da empresa.

A exposição negativa do escritório na imprensa, ainda que pontual, não conta tanto para os diretores jurídicos: recebeu nota quatro.

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Revista Consultor Jurídico, 7 de setembro de 2018, 7h19

Comentários de leitores

2 comentários

Iludido advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Impressionante. Fala-se aqui de escritório de advocacia, empresas e qualidade profissional e sobre o judiciário e ad finalmente, do tamanho do escritório das demandas. INICIALMENTE, INFORMA-SE com segurança brutal, que os melhores advogados em associações, são: Filhos da côrte. Os amigos da côrte. Juiz aposentado. Desembargador aposentado e Ministro aposentado. Aqui, é uma ilusão em xeque. Só não vê o cego. Uma empresa neste estilo é uma "with a strong hand" Há enormes possibilidades de vencerem pleitos. Sem mais explicações! Outro Lado, evidente que o dono da ação peca capitalmente em não acompanhar ou policiar o procedimento da ação. Acompanhar mesmo! Seja lá como puder. SEM MAIS, atenciosamente.

Falta compreensão

Edson Muniz64 (Professor Universitário - Trabalhista)

As relações de trabalho no Brasil continuam sendo uma incógnita para empresários e trabalhadores. Mesmo após quase oitenta anos de sua primeira regulamentação, parece que o ranço das relações reinóis, notadamente a escravocravista, continuam comandando a cena. Ambos os lados desconhecem seus direitos e obrigações e continuam a incidir em erros crassos que resultam em dificuldades financeiras para empresas, de um lado e, de outro, em perdas de direitos e também de consciência de suas obrigações, pelos empregados. O Direito do Trabalho como um todo só começa a ter um status realmente relevante, até no meio jurídico, a partir da Constituição de 1988. Era visto pelos demais ramos como um direito de segunda classe, o que levava os empresários a relegarem as obrigações nessa relação em que tem preponderância econômica, legal a um patamar menor até mesmo ante as tributárias por exemplo, aqui nessa pesquisa tida também como um 'gargalo' . Não se aperceberam os empresários e os sindicatos de empregados da relevância que as obrigações trabalhistas tomaram com a evolução da dinâmica social do trabalho e das relações que as alimentam. Muitos empregadores mais atentos viram diminuir suas demandas trabalhistas apenas com a observância da lei e da jurisprudência. Não são o Direito do Trabalho e seu operador, a Justiça do Trabalho os responsáveis por essa demanda que a pesquisa aponta até com um viés tendencioso. As violações da lei que regula as relações de trabalho e emprego, muito derivam da ignorância a seu respeito. O Poder Judiciário Federal do Trabalho é apenas a ponta final de uma relação ainda não plenamente entendida por seus atores. Medidas truculentas como a 'Deforma Temer' não resolvem, e, ao contrário, só dificultam a evolução.

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