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Witzel quer disque-corrupção e teste de integridade para servidores

O governador eleitor do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, falou em entrevista ao jornal O Globo sobre suas medidas para combater a corrupção, um dos principais temas de sua campanha. Entre as propostas está criar um serviço de denúncias e um programa de "pegadinhas" para os servidores.

"Vamos criar um disque-corrupção. E um programa de teste de integridade do servidor. Teremos um setor para análise de sinais exteriores de riqueza. Servidor será vigiado: tem que explicar se estiver com carro, casa ou patrimônio incompatíveis", disse. 

Witzel, que ocupou o cargo de juiz federal por 17 anos, disse que criará um programa de compliance que será válido até para o governador — no caso, ele mesmo.

 

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2018, 12h17

Comentários de leitores

3 comentários

Apego

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Penso que um dos grandes problemas na nossa era é o apego que as pessoas possuem, de uma forma geral, a fórmulas mágicas que em um passe de mágica resolverão questões da maior complexidade. Legiões querem perder peso corporal ingerindo maior quantidade de calorias do que o corpo necessita, no entanto buscando freneticamente como driblar as leis mais simples da bioquímica. Outros, querem enriquecer rapidamente comprando bilhetes premiados. Tal tipo de mentalidade abre espaço amplo para que charlatões, em todas as área, encontrem campo fértil para sua maquinações. Nessa linha, parece-me que o discurso do Governador Eleito do Estado do Rio de Janeiro caminha nesse sentido. Para problemas graves, que o mundo todo labuta diariamente visando minimizar os efeitos, sem contudo obter a solução, ele acena com medidas simplistas, facilmente compreensíveis pelas massas, mas que estão longe de oferecer ainda que remotamente qualquer solução ou ao menos amenização dos efeitos. Veja-se por exemplo o brilhante teste de integridade, que detectaria irregularidades em servidores. Ora, nós no universo jurídico nacional sequer temos um conceito concreto e universalmente aceito do que vem a ser desvio no exercício da função pública. A própria magistratura, da qual o Governador Eleito procede, é uma caixa de ambiguidades, com inúmeras condutas textualmente contrárias à lei e a Constituição sendo tidas como corretas. Como implementar um teste de integridade nesse ambiente? O que espanta é que as pessoas, em geral, caem fácil nesse discurso que, em uma análise ainda que superficial pode ser detectado como falso.

E como seria isso?

incredulidade (Assessor Técnico)

Se o servidor comprar um carro, ele vai precisar levar balancetes financeiros da vida dele para provar que pode comprar aquele carro?
Como seriam as pegadinhas??
Deixar um maço de dinheiro em cima da mesa e esperar pra ver se o servidor pega? kkkk
Nem acredito que estas coisas saíram da boca de um ex juiz federal

Careca de vidro

Al Oliver (Estagiário)

Se esee teste existisse na época em que exercia cargo publico ele passaria? Vai valer também para governador?

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