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"Fantasmas da mente"

"Não tenho qualquer relação com João Doria", diz Sergio Moro ao negar suspeição

O juiz federal Sérgio Moro negou novo pedido de suspeição ajuizado pela defesa do ex-presidente Lula. A solicitação para que o magistrado não julgasse os processos do ex-presidente foi apresentada após Moro ter participado de um evento da empresa Lide, fundada pelo ex-prefeito de São Paulo João Dória Jr. (PSDB), que estava no evento e foi fotografado ao lado de Moro.

Doria em evento da Lide, que aconteceu nos Estados Unidos, em 15 de maio, com Sérgio Moro e as esposas Bia Dória e Rosângela Wolff Moro.
Reprodução/Twitter João Doria

Em sua decisão, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba alegou que “pessoas tiram foto em eventos públicos” e comparou sua aparição ao lado de Doria às imagens que podem ser encontradas na internet nas quais o político aparece ao lado de Aécio Neves (PSDB-MG) e Geddel Vieira Lima (MDB-BA). “Não significa que, por conta da foto, eram ou se tornaram aliados políticos”, escreveu o juiz federal sobre fotos de Lula com o senador, ambos políticos.

“Não tem este julgador qualquer relação especial com João Doria Jr, nem agiu de qualquer forma para promovê-lo eleitoralmente. O nome dele não foi mencionado pelo julgador na palestra ou no discurso até para evitar confusões da espécie. Os eventos em questão não tiveram natureza político-partidária. Aliás, rigorosamente, sequer foi iniciado o período legal de campanha, tendo a própria Defesa do Excipiente denominado-o de pré-candidato”, disse Sérgio Moro ao rejeitar o pedido de suspeição e mandar os autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados de Lula também questionaram o evento ter sido apoiado pela Petrobras, empresa que é parte em casos julgados por Moro nas ações da “lava jato”, como assistente da acusação. Sobre a questão, o juiz afirmou que a companhia "participou na condição de maior empresa brasileira e com a intenção de demonstrar, aos seus investidores e acionistas, o apoio às investigações anticorrupção".

"Seria de fato melhor para qualquer juiz evitar fotos com quaisquer agentes políticos, independentemente de seu mérito, a fim de evitar interpretações equivocadas ou incidentes processuais infundados, mas, em eventos públicos ou sociais, fotografias podem ser tiradas", reclamou Moro. "Enfim, há aqui apenas fantasmas da mente, sem qualquer causa objetiva que justifique a alegação de suspeição ou impedimento." 

Clique aqui para ler o despacho de Moro. 

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2018, 21h02

Comentários de leitores

12 comentários

Comentário ridículo

antonio gomes silva (Outro)

Comentário ridículo esse de Ian Manau. Será que vc não entende que um juiz deve se manter isento, imparcial, afastado das partes? Coisa que Moro não faz, pois está sempre de mãos dadas com os tucanos. Vc não entende que se vc tirar fotos com parentes, políticos, prostitutas, travestis etc isso não levantará nenhum tipo de suspeita ou de repercussão, pois vc não é juiz?! Mas um juiz tirar fotos, ir para o mesmo hotel, frequentar os mesmos locais, receber homenagens fajutas de político que tem interesse real nesse tipo de aproximação, como o prefake Doria, é mais que suspeito. Se fosse em outro país, Moro já teria sido afastado da Lava Jato há muito tempo. Mas com o STF que temos, que massacra a CF ao seu bel prazer, fica difícil.

Esse país é uma vergonha

Antonio Carlos Rodrigues Milardi (Advogado da União)

Só no nosso Brasil mesmo, nossa vergonha o Poder Judiciário especialmente atualmente tem um juiz desse que vai receber prêmio de "homem do ano" por comércio entre Brasil e EUA patrocinado pela Petrobrás, organizado por Dória.... é muito fácil, quem vai julgar mesmo são os mesmos carrapetas do TRF-4 e CNJ, tudo acobertando quem se demonstra na verdade um Julgador Parcial que partidário do PSDB e maçonaria....

E nininguém toma providências?

José R (Advogado Autônomo)

Até onde irá essa situação? Os estamentos superiores não reagem?
Senhores, devolvam nossa República!

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