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Polícia em greve

RN decreta estado de calamidade na segurança pública do estado

O governo do Rio Grande do Norte decretou estado de calamidade no sistema de segurança pública. O decreto, publicado no sábado (6/1) no Diário Oficial do estado e que valerá por 180 dias, diz que a situação foi causada pela greve dos policiais civis e militares, o que tem aumentado os índices de violência no estado.

Segundo o decreto, enquanto durar a greve, ficam disponíveis para atendimento aos serviços necessários do sistema de segurança pública todos os bens, serviços e servidores da administração pública. As autoridades administrativas poderão requisitar ou contratar "quaisquer serviços e bens disponíveis, públicos ou privados, com vistas ao restabelecimento da normalidade no atendimento aos serviços de segurança pública".

Greve policial
A greve dos policias no estado começou no dia 20 de dezembro por causa do atraso no pagamento dos salários de dezembro e do 13º. Eles reivindicam também melhores condições de trabalho.

A Polícia Civil paralisou parte dos serviços, passando a trabalhar em escala de plantão. Já policiais e bombeiros militares fazem "operações-padrão".

A redução da atividade policial motivou o envio de tropas do Exército e da Força Nacional ao estado. O controle da segurança no estado está nas mãos do Exército há mais de uma semana. A ação de Garantia da Lei e da Ordem começou na sexta-feira (29/12). Caso não seja prorrogada, a determinação se encerra no dia 12 de janeiro.

No dia 30 de dezembro do ano passado, o desembargador Cornélio Lopes, do TJ-RN, concedeu pedido da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros do estado para que os salários dos servidores fossem pagos com verbas da saúde. Mas, no dia 2 de janeiro, a decisão foi suspensa.

Na sexta-feira (5/1), policiais civis e militares, incluindo os bombeiros, decidiram manter a greve. Nova reunião com a Secretaria de Segurança Pública do estado ficou prometida para o dia 10. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2018, 14h57

Comentários de leitores

2 comentários

Mão de via única

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Os trabalhadores têm direito a reposição salarial, que frise-se não é aumento, mas apenas a inflação do período, porém esse direito nunca é respeitado. Outro ponto são as condições de trabalho, falta viatura, elas rodam em péssimas condições e se não fossem do Estado seriam recolhidas. A Polícia ainda é proibida de fazer greve, ou seja, deve passar fome, pagar para trabalhar se expor e expor a riscos desnecessários a população, pois uma viatura sem freios não atinge só quem a dirige. As armas no Brasil são piadas, enquanto as FFAA tem por missão destruir armas de primeiro mundo somos brindados com armas que disparam sozinhas, em regra atingindo o próprio policial, mas quando atingem a população, como provar que não se tratou de uma tentativa de homicídio? A polícia, ou pelo menos, o que se exige dela merecia um projeto e uma lei que a diferenciasse das demais profissões, ou casos como RN e ES acabaram por virar rotina. logo virão a polícia privada que resolverá o problemas dos ricos famosos e das "autoridades importantes", mas a população continuará ao Deus dará.

Caloteiro

Ian Manau (Outros)

Em situações semelhantes, não estaria a origem do caos no calote do Governo do Estado? E a grande mídia, que se diz "imparcial", sempre pondo a culpa nos trabalhadores, não é?

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