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Liberal de menos

Reforma trabalhista de Temer decepciona investidores e empresários dos EUA

Investidores e empresários dos Estados Unidos estão frustrados com a reforma trabalhista aprovada no Brasil. Os business man esperavam que a mudança legislativa permitisse redução de salários e mais facilidade para terceirização, mas não foi o que encontraram na nova lei.

A decepção foi retratada em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que acompanhou um evento organizado pelo escritório Mattos Filho em Nova York.

A expectativa dos empresários era de que pudessem, por exemplo, demitir trabalhadores para contratá-los como terceirizados. Mas a lei estabelece um período de 18 meses de quarentena.

Quanto aos salários, os empresários alegam que proibir a diminuição afeta a ideologia reinante. "Então quer dizer que ainda não vamos poder reduzir salários? Isso é a coisa mais anticapitalista que existe. E se perdermos dinheiro? Vamos também dividir os prejuízos?", afirmou Terry Boyland, da CPQI, empresa que presta serviços de tecnologia a bancos na América Latina, segundo a Folha S.Paulo.

Porém, alguns pontos da reforma foram elogiados. A possibilidade de negociar contratações e demissões direto com o trabalhador em acordos que prevalecem sobre a lei trabalhista é um deles.

Outro ponto comemorado é a exigência, em casos de litígio, que o trabalhador que perder uma ação movida contra a empresa arque com os custos jurídicos, que pode chegar a 20% do valor pretendido pelo processo.

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2017, 14h00

Comentários de leitores

3 comentários

Certo... Abezapien...

Mig77 (Publicitário)

Fale um pouco sobre a conhecida e imutável ineficiência do Funcionalismo Público.Da aposentadoria especial, de primeira classe, da estabilidade de emprego desse funcionalismo que os trabalhadores da iniciativa privada não tem, fale da tributação absurda e dos encargos e leis trabalhistas sobre as empresas, estas que sustentam o Brasil inteiro inclusive pagando os salários dos funcionários públicos em todas as suas graduações, e admita que o país é gerido inteiramente pelo funcionalismo público, que nos coloca em 79] no IDH.
Por fim fale dos Estados Unidos, quem são eles e quem somos nós.
Só para informação:os 2 países tem a mesma idade.
Boa sorte !

Faz-me Rir

Abesapien (Funcionário público)

Nem no casa deles, os Business-as-usual conseguem fazer essas coisas todas, então querem zoar no quintal.
Quanto a "vamos ter que dividir o prejuízo?", pergunto eu: ainda mais cara-pálida?
Aqui é useiro e vezeiro o bravo e indolente empresariado socializar os prejuízos ao fazer lobby e comprar aquele deputado amigo para mais um refis, mais um empréstimo bacanudo do BNDES e do BB, e por aí vai.
Na hora do lucro, nada de dividir a boa sorte com o povo, melhorando preços e a qualidade, né, fio?

E a decepção do trabalhador brasileiro, como fica?

Mentor (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A "reforma" é uma vergonha.
Todos os discursos prontos e preparados entoavam a mesma ladainha modernização, fim da contribuição sindical etc.
Fato somente a base da pirâmide irá pagar o PATO.
Como em sã consciência uma funcionário do asseio (faxina), jardineiro, varredor ou um porteiro irá negociar no mesmo patamar de um patrão.
Resposta: NUNCA!
Aos defensores da reforma como fim dos sindicatos, já aviso, eles ficarão mais FORTES.
Por fim deram tiro no próprio pé.
Entendo que os acordos coletivos, homologações, termo de quitação anual firmados na presença do sindicato trarão segurança jurídica inabalável.
Ainda os acordos firmados poderão prevenir litígios, como por exemplo estabelecer percentual de insalubridade etc.
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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