Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Contexto em debate

Reportagem de Veja que retrata advogados como magnatas revolta a classe

A capa da última edição da revista Veja estampa um retrato do criminalista Adriano Bretas com um charuto e um sorriso. A chamada fala nos “novos ricos” da “lava jato”. Seriam os advogados que enriqueceram trabalhando na defesa de clientes envolvidos na operação. Porém, logo que a publicação saiu, alguns advogados passaram a contestar o conteúdo. Agora, Bretas se junta ao time dos críticos.

Bretas afirma que as fotos tiradas com o charuto foram no final do expediente, em um momento de descontração e que ficou fora de contexto.Reprodução 

O advogado do ex-ministro Antonio Pallocci afirma, por meio de nota, que, quando a revista lhe informou sobre a reportagem, o tema que seria abordado era “diametralmente oposto” ao que foi publicado. Bretas reclama de que a reportagem dá a falsa ideia de que ele e seus colegas têm uma vida fácil e luxuosa e que enriqueceram com o dinheiro do crime.

Dentro da revista, uma foto mostra Bretas saboreando um charuto cubano de R$ 350 (a unidade). O advogado afirma que as fotos fumando foram feitas após o fim do expediente, em um momento de descontração. “Esclareço, finalmente, que, entre outras incongruências contidas na matéria, meu escritório não é 'gigante', não sou rico, nem filho único”, diz Bretas.

Outro retratado na reportagem é Antonio Carlos Kakay, descrito como xeique dos advogados, por sua suposta vida de luxos. Ele foi colocado no grupo denominado pela revista como “realeza”, formado por advogados que cobram R$ 10 milhões por causa.

Kakay também se manifestou por nota. Afirma que, do jeito como foi escrita, a reportagem reforça preconceitos contra os advogados. “O advogado, especialmente o criminal, sabe que é um dever não expor o cliente. Vejo, perplexo, que a matéria é exatamente sobre valores de honorários com números que parecem ter saído da cartola de um mágico ou de um ilusionista”, afirmou.

Alberto Zacharias Toron e Claudo Mariz também foram incluídos no grupo dos R$ 10 milhões. Ambos afirmam que esse dado não é verdadeiro e que não foram procurados pelos jornalistas, além de criticarem a revista.

Clique aqui para ler a nota de Bretas. 

Clique aqui para ler a nota de Kakay. 

Revista Consultor Jurídico, 24 de novembro de 2017, 22h38

Comentários de leitores

9 comentários

Apenas uma pergunta

Gil Reis (Advogado Autônomo)

Quer dizer que qualquer um pode ficar rico em qualquer profissão menos na Advocacia?

Advogados criminalistas milionários

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Sim, expuseram uma pequena ponta do iceberg ...... E, claro, agora se sentem no direito de criticar quem os critica, com distorção até dos deveres do advogado (de não expor seus clientes), citados proposital e parcialmente. Também são deveres dos advogados não convocarem a imprensa para comentar audiências recém realizadas, criticar decisões judiciais (antes de protocolado o devido recurso previsto em lei) e até ofender juízes, promotores , polícia federal e todos aqueles empenhados em diminuir os índices de impunidade que sempre assolaram esta república que nunca "decola"! Mas quando o MP o faz (e também erroneamente, no meu entender), todas os envolvidos em tais defesas e suas associações que os protegem armam "aquele" circo (também conhecido como "jus sperneandum", na falta de uma defesa eficaz dos verdadeiros crimes praticados por seus clientes ilustres) que todos conhecemos de cor e que já não mais merece nossa atenção.

Inveja

MarcolinoADV (Advogado Assalariado)

Ora, qual é o problema? Se estão ricos, sorte - e competência - deles.

Se um cliente aparecer no escritório com uma causa desse jaez, tem mais é que cobrar - e muito - mesmo. Advocacia não é filantropia.

Quisera eu ter clientes milionários para cobrar uma fortuna em honorários!

Da forma como a imprensa age, os funcionários das empresas envolvidas na lava jato também deveriam sentir-se "culpados", pois boa parte de seus salários foi paga em razão dos contratos firmados com o poder público a partir de propinas.

A Abril, por exemplo, porque não abre mão das folhas e mais folhas de propagandas de estatais e da administração direta em suas revistas? O valor dos anúncios correspondem de fato à visibilidade proporcionada pelas revistas, sobretudo quando boa parte das assinaturas era realizada pelo próprio governo do estado de SP?

OBS: Por que meus comentários levam dias para serem publicados?

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 02/12/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.