Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Questão de ética

Clóvis de Barros Filho terá que indenizar ministro Gilmar Mendes

O advogado e professor de ética Clóvis de Barros Filho terá de indenizar o ministro do Supremo Tribunal Federal por narrar em seu livro uma suposta conversa entre o apresentador da TV Globo William Bonner e o ministro.

Em determinado trecho do livro Devaneios sobre a atualidade do capital, escrito junto com Gustavo Daineze, Clóvis de Barros Filho diz: “Fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional, e o William Bonner liga para o Gilmar Mendes, no celular, e pergunta. ‘Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?’. ‘Depende. Se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante.’”

Inconformado, o ministro ingressou com ação de indenização por danos morais contra os autores e a CDG Editora. No último mês, as partes firmaram um acordo para encerrar ação. Nele, os autores do livro e a editora se comprometeram a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao ministro.

Além disso, deverão retirar de circulação todos os exemplares do livro ainda não vendidos que contenham o trecho e apagá-lo das próximas edições. O acordo foi assinado no dia 11 de agosto, no escritório de advocacia Mudrovitsch Advogados, que representa o ministro.

Curiosamente, nesta sexta-feira (30/9), em depoimento à revista IstoÉ, Clóvis de Barros fala sobre os limites necessários para a convivência em sociedade. "A canalhice é uma tentação permanente", diz o professor, e completa: "Onde houver duas ou mais pessoas convivendo, haverá um entendimento inteligente de quem convive sobre os limites das condutas. E todo mundo sabe que é preciso segurar a sua onda".

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2016, 16h34

Comentários de leitores

3 comentários

Vermelho?

Resec (Advogado Autônomo)

Há comentários recentes na mídia no sentido de que esse professor seja esquerdista e defensor do governo que caiu. Se isso for verdade a decepção será enorme.

Erro judiciário

BLCS (Funcionário público)

O eterno advogado do PSDB e nas horas vagas ministro do STF. Exemplo excelente de falta de ética, quem deveria ser indenizado eram os leitores que tiveram acesso a um ato deplorável vindo de um representante de uma Corte Superior.

Poxa vida

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

Confesso que até me assustei quando vi o nome do professor Clóvis de Barros Filho no título. O professor Clóvis talvez seja o maior filósofo brasileiro vivo. Grande defensor da Ética, possui um trabalho brilhante e admirável dentro da filosofia, aplicável em praticamente todos os campos de conhecimento.

Não conheço o processo a fundo. E também não me recordo de ter lido esse trecho em particular, descrito na notícia, apesar de conhecer algumas obras do professor. Mas me parece que, se o professor Clóvis não possui provas do que ora foi narrado, ele cometeu um deslize de caráter profissional e jurídico. Entretanto, apesar de sua primeira graduação ser em Direito, não dá pra culpar o professor Clóvis por desconhecimento pois, até onde eu saiba, o professor Clóvis nunca exerceu o ofício jurídico.

Comentários encerrados em 09/10/2016.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.