Candidato Pedro Juliotti diz que é preciso reavaliar rumos do MP de São Paulo
29 de janeiro de 2016, 15h50
O procurador de Justiça Pedro Juliotti é um dos três candidatos que já demonstraram interesse em chefiar o Ministério Público de São Paulo no biênio 2016-2018. O atual procurador-geral, Márcio Elias Rosa, deve deixar o posto em abril, depois de dois mandatos consecutivos.

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“Acredito que os atuais rumos da instituição precisam ser reavaliados e aprumados, inclusive para racionalizar procedimentos internos e economizar recursos”, afirmou Juliotti, por e-mail, apontando ter propostas para os seguintes temas: estrutura de trabalho, eficiência, desburocratização, independência, transparência e democratização.
“O Ministério Público de São Paulo é o maior do Brasil, responsável por uma população com mais de 40 milhões de pessoas. Nosso programa de gestão é extremamente criterioso, detalhado e consequente, propondo soluções responsáveis desde pequenas incongruências até os maiores entraves existentes hoje”, disse ele.
O procurador tem feito visitas a promotorias e procuradorias e afirma sentir o apoio de vários colegas e segmentos da sociedade civil. “Não se trata de empreitada individual, mas verdadeira convergência coletiva de ideais democráticos em prol de um Ministério Público dotado de suficiente estrutura e autonomia para produzir resultados expressivos e socialmente relevantes no combate à corrupção, na repressão da criminalidade, na defesa do meio ambiente e na realização de outras importantes funções conferidas pela Constituição Federal.”
Perfil
Juliotti é bacharel em Direito pela PUC-SP, mestre e doutorando pela Faculdade de Direito da USP e professor da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Está há 28 anos no Ministério Público e, anteriormente, foi oficial da PM durante dez anos. Integrou o Conselho Superior do Ministério Público, no biênio 2014-2015, e foi eleito para o Órgão Especial (biênio 2016-2017).
Atuou no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e no Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEx), ambos do MP. É autor dos livros Lei de Execução Penal Anotada e Direito Intertemporal Processual Penal.
Os procuradores Eloisa Arruda e Gianpaolo Smanio também são candidatos à Procuradoria-Geral de Justiça. Eles devem passar por consulta dos membros da instituição. O poder de escolha é do governador de São Paulo, com base em lista tríplice. Na última disputa, só dois procuradores disputaram o cargo: o atual chefe do MP, Márcio Elias Rosa, e o ex-procurador-geral Luiz Antônio Guimarães Marrey.
Clique aqui para ler carta de Pedro Juliotti aos leitores da ConJur.
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