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Mandato estendido

Em posse de Janot, Dilma afirma que governo "luta pela moralidade"

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi reconduzido ao cargo nesta quinta-feira (17/9) em cerimônia promovida no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele prometeu fortalecer o diálogo tanto internamente como entre o Ministério Público brasileiro e outras instituições. “Num Estado de Direito, as instituições devem funcionar de forma harmônica, observando um Ministério Público forte, estruturado e autônomo”, declarou.

Janot agradeceu o “voto de confiança” dos colegas — ele foi o mais votado para a lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) — e afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT) “tem respeitado a manifestação interna do Ministério Público para a escolha daquele que representará a instituição por um biênio”.

Janot (à direita) assina sua recondução à chefia da PGR, sob os olhares de Dilma e do presidente do STF, Ricardo Lewandowski.
Roberto Stuckert Filho/PR

O procurador definiu ainda como “republicana” a aprovação de seu nome no Senado — um grupo de parlamentares ameaçava rejeitar a indicação de Janot depois que a PGR pediu a abertura de inquéritos contra políticos citados na operação “lava jato”, além de terem sugerido proibir a recondução de procuradores-gerais da República.

Dilma disse que “nunca se combateu a corrupção tão severamente” no país e afirmou que o governo federal tem promovido uma “luta intransigente pela defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa”. Ela creditou essa postura a “medidas legislativas [apresentadas pelo Executivo] com claro objetivo de coibir e de atribuir sanções mais efetivas e severas aos que corrompem e aos que são corrompidos”.

Perfil
Mineiro e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979), Janot é especialista em Direito Comercial e mestre em Direito pela UFMG (1986). Tem especialização na Scuola Superiore di Studi Universitari e di Perfezionamento S. Anna, de Pisa, na Itália (de 1987 a 1989), na área de meio ambiente e consumidor.

Ingressou na carreira de procurador da República em 1984. Foi procurador-chefe substituto da Procuradoria da República no Distrito Federal de 1984 a 1987, tornou-se procurador regional da República em 1993 e foi promovido a subprocurador-geral da República dez anos depois.

Também presidiu a ANPR (de 1995 a 1997), assumiu a secretaria-geral do MPF (de 2003 a 2005), dirigiu a Escola Superior do Ministério Público da União e atuou como professor titular de Direito Processual Civil da Universidade do Distrito Federal até 1995. Com informações da Assessoria de Imprensa da PGR.

Revista Consultor Jurídico, 17 de setembro de 2015, 16h20

Comentários de leitores

5 comentários

Foto simbólica

Wilson G. Silva (Consultor)

Essa foto da Dilma, Lewandowski e Janot contida na reportagem representa muito bem o nível de degradação institucional que vivemos no momento: uma presidente sem apoio popular que consegue cooptar por meio da caneta instituições pseudoindependentes.
A recondução do Dr. Janot, após a denúncia do seu inimigo nº 1 (Collor) e do algoz da presidente (Cunha), é um dos momentos mais negros da história do Ministério Público Federal e mostra a necessidade urgente de se proibir a recondução do PGR.

Jango caiu por uma fração deste xorume que vemos hoje

hammer eduardo (Consultor)

Realmente dilmão deveria estar na nossa seleção de Volei de praia pois sabe "levantar bola" como ninguém neste Pais. Mais uma vez a nossa presidanta nos brinda com outro hilário momento de "stand up" falando besteiras aos borbotões o que termina diminuindo o brilho obscuro de seu antecessor 9 dedos em falar asnices variadas , também pudera , quem mandou votarem nos "luminares do saber" do PT ? . O DES-governo dilmão derrete mais um pouco a cada dia tal e qual uma pedra de gelo no sol de meio dia no deserto, nunca dantiz como dizia o jumento sem dedo um governo foi para o ralo com velocidade tão vertiginosa , como não largam o osso de maneira nenhuma , esta hemorragia que certamente vai acabar em morte politica não tem data para acabar , provavelmente apenas na ultima gota de sangue. Collor que fez o que fez caiu com estardalhaço e nos dias de hoje seria julgado por um tribunal de escoteiros apesar de que camaleonicamente , soube se bandear para o lado dos petralhas e se irmanar na lama pútrida deste chiqueiro que virou nossa politica atual. Jango em 64 foi derrubado pela tchurma do coturno por uma fração molecular deste lamaçal descontrolado que a "maldita" Imprensa nos mostra diariamente ( maldita para Eles deixemos claro.....).A cerimonia de posse de seu "personal servo" na Procuradoria serviu de palco para mais um momento de agressão grotesca contra nossas inteligências fartamente atacadas no dia a dia pelo maior des-governo de bandidos já visto a solta no Brasil. Infelizmente para quem já teve um Roberto Gurgel, hoje temos uma figura lamentável e subserviente que não enxerga nada de errado nunca , seria melhor ter nomeado o Steve Wonder que ao menos toca um belo piano. Paiszinho vagabundo esse nosso não acham ?

"luta pela moralidade"

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A "cumpanheira presidenta" não aproveita a oportunidade de ficar calada. É muita falta de vergonha na cara: “nunca se combateu a corrupção tão severamente” no país e afirmou que o governo federal tem promovido uma “luta intransigente pela defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa”. Se fosse verdade, ela, o "cumpanheiro ex-presidente" e mais uma dezena de "cumpanheios" estariam presos há tempos.

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