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Política de Ordem

Tumulto em reunião da OAB de São Paulo tem até boletim de ocorrência

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Um tumulto iniciado na reunião do conselho seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo nesta segunda-feira (26/10) terminou na delegacia. Dois advogados dizem que foram agredidos por colegas durante a reunião e registraram Boletim de Ocorrência.

A confusão começou quando o conselheiro da OAB-SP e candidato ao conselho federal pela chapa número 13 (OAB pra Valer), Eduardo César Leite, pediu a palavra para denunciar o que, segundo ele, seria uma fraude de R$ 14,9 milhões envolvendo a Unimed e a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp).

Leite afirma que houve duplicidade nas ordens de serviço que são feitas para registrar os procedimentos médicos (exames, consultas, entre outros) solicitados pelos advogados. “A sinistralidade (despesas do segurado) subiu até 121%, e foram os advogados conveniados à Unimed por meio da Caasp que pagaram a conta”, acusa. O conselheiro seccional disse ter enviado 1,6 mil documentos ao Ministério Público.

A partir da fala dele, a discussão ficou acalorada. Segundo conselheiros ouvidos pela ConJur, os partidários de César Leite começaram o empurra-empurra. Já eles próprios dizem ter avançado para defender seu correligionário, que estaria sendo ameaçado. No alvoroço, o advogado Cesar Rezende, amigo de Leite, afirma que desmaiou depois de ter levado um golpe (gravata) de outro advogado. Já Renan Perrotti, diz que foi ameaçado por advogados por estar filmando o tumulto. Os dois registraram a ocorrência na delegacia.

Respostas aos fatos
Questionado pela ConJur sobre as acusações feitas por Eduardo Leite, o presidente da Caasp, Fábio Romeu Canton Filho — candidato a vice-presidente na chapa 11 (Trabalho pela Advocacia) —  afirma que o ato ocorrido nesta segunda-feira não passa de um “factóide, uma briga comercial e política”.

A questão comercial apontada por Canton se refere a uma disputa entre a empresa IBBCA Administradora de Benefícios, que é representada judicialmente por Leite, e a Unimed Fesp. Canton foi até a reunião do conselho nesta segunda-feira (26/10) para explicar a situação. Ele afirma que as denúncias estão sendo analisadas e que a IBBCA e a Unimed Fesp estão promovendo auditorias independentes para apurar todas as informações apresentadas.

Clique aqui para ler o boletim de ocorrência.
Clique aqui para ler a representação ao MP.
Clique aqui para ler a nota da Caasp assinada por Canton.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2015, 20h50

Comentários de leitores

27 comentários

Toron era petista filiado

Marcelo_drum (Estudante de Direito - Internet e Tecnologia)

Ainda tem gente que defende petista. Toron é filiado ao PT. Além de filiado, defensor do mensaleiro João Paulo Cunha. É por isso que o Brasil está assim. E ainda tem advogado que vive puxando saco de petralhas.

Ódio? Não ofendam a minha pouca inteligência!

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Ódio?
Discurso de ódio faz lembrar o discurso de ódio criado pelo PT. Discurso de ódio faz recordar o discurso unificado pelos situacionistas de 2012, TODOS contra a oposição de Toron.
Sayeg não conquistará meu voto por ter unido esforços com Marcos da Costa para impedir a renovação em 2012!
Então, Sayeg e correligionários, sinceramente, a falácia do "ódio" não convence. Quem tem ódio por mudanças são os senhores!

Marcelo Drummond, Que tipo de 500?

Carmem_Soares (Outros)

Uma dúvida caro Marcelo Drummond: Para ser 500 melhores, teria que ter feito mais de 500?
Não seriam os 500 que ele gostaria delirantemente de ter feito?

O renomado Dr. Waldir Troncoso Peres afirma ter feito mais de 1.000 júris em 50 anos de carreira, ou mais ou menos 20 por ano, 2 por mês.

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