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Sanção política

OAB vai ao Supremo contra protesto de dívida ativa pela União

A Ordem dos Advogados do Brasil ingressará como parte interessada em ação no Supremo Tribunal Federal que questiona a validade de lei que autoriza a União a protestar débitos não pagos e inscritos em dívida ativa dos contribuintes. No entendimento do Conselho Pleno da Ordem, essa é uma forma de sanção política, por criar artifício extrajudicial para coagir supostos devedores.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.135, proposta pela Confederação Nacional das Indústrias, questiona dispositivo da lei federal que cria, ao lado do protesto cambial e falimentar, uma espécie de protesto genérico. Para o relator da matéria, conselheiro Rodrigo Fontan, o  “objetivo único é tornar pública a impontualidade do devedor no pagamento de títulos de dívida em geral, o que lhe acarretaria abalo no crédito e em seu nome ‘na praça’”.

Tanto a Comissão Especial de Direito Tributário quanto o procurador especial tributário da OAB se posicionaram favoravelmente ao ingresso da entidade como amicus curiae na ação. A Ordem lembra que o próprio STF entende que é inadmissível o emprego de meios indiretos coercitivos de cobrança de tributos.

“O contribuinte é a parte hipossuficiente da relação jurídica de natureza obrigacional tributária, atingindo, sobremaneira, as garantias que lhe foram asseguradas pela Magna Carta”, afirma o voto. Também há, segundo a Ordem, desrespeito aos princípios da isonomia, proporcionalidade e razoabilidade. Um dos objetivos da OAB é garantir o “livre exercício das atividades profissionais e econômicas, além de proteger o contribuinte da sanha tributária estatal”. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 10 de novembro de 2015, 11h02

Comentários de leitores

3 comentários

Efeito explosão de processos

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Se alguém duvida que o efeito vai ser uma explosão de novos processos na Justiça Federal, é apenas esperar.
Não sou tributarista, mas por acaso peguei duas ações onde em uma por exceção de pré executividade conseguiu o contribuinte demonstrar sua ilegitimidade passiva em execução fiscal, em outra a PGFN perdeu, apelou, perdeu...
Se houvesse acontecido protesto, já seria outra ação judicial para discutir danos morais, e se o Judiciário negasse danos morais, belíssimo caso para peticionar ao SIDH.

Corporativismo

Le Roy Soleil (Outros)

O corporativismo, como sempre, fala mais alto na OAB. Como bem destacou a comentarista Ana Lúcia, no protesto extrajudicial não incidem honorários advocatícios .... E ainda têm a cara-de-pau de dizer que está preocupada com "o contribuinte" !

adoram um processo judicial, pois recebem honorários

analucia (Bacharel - Família)

no protesto extrajudicial não há obrigatoriedade de honorários, nem de advogado, logo gera a ira da OAB.....

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