Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ex-prefeito inocentado

Improbidade administrativa exige dolo e prova de prejuízo ao erário

Nem toda ilegalidade pode ser considerada, automaticamente, um ato de improbidade administrativa. Conforme previsto na Lei 8.429/1992, é necessário que exista dolo. Com esse entendimento, a 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo reformou sentença que havia condenado o ex-prefeito de Jarinu (SP) Vanderlei Gerez Rodrigues por improbidade administrativa.

A Promotoria indiciara o réu por ter conduzido licitação irregular de equipamentos destinados à rede municipal de saúde. Segundo o Ministério Público, os bens teriam sido adquiridos em desacordo com o plano de trabalho aprovado, com dispensa indevida de licitação, superfaturamento e fracionamento do processo licitatório. Em sua defesa, o ex-prefeito apontou a probidade da licitação e a ausência de dolo, falta grave ou dano ao erário.

Ao analisar o recurso, o relator desembargador Carlos Violante votou pela reforma da sentença que havia condenado o ex-prefeito. “O proceder previsto no artigo 11 da Lei 8.429/1992 importa em ato ou omissão praticados com o elemento subjetivo dolo, restando dos autos a ausência de prova de que tenha o réu procedido com intenção específica de burlar a lei ou atentar contra os princípios norteadores da Administração Pública, nem tampouco tenha ocorrido locupletamento, enriquecimento ilícito ou vantagem indevida”, afirmou.

Além disso, o relator explicou que a tipificação do artigo 10 da Lei de Improbidade Administrativa, apesar de prever a modalidade culposa, exige prova inequívoca de prejuízo ao erário. O que, segundo o desembargador, não foi comprovado no processo. “As alegações do autor não resulta prova inequívoca do prejuízo ao erário”, concluiu. O entendimento foi acompanhado pela desembargadora Vera Lucia Angrisani e o desembargador Renato Delbianco. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Apelação 0000238-72.2012.8.26.0301

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2015, 15h29

Comentários de leitores

7 comentários

Necessidade urgente de revisão.

Luciano L. Almeida (Procurador do Município)

A lei de improbidade precisa de atualização...principalmente pra afastar entendimentos prejudiciais ao erário em detrimento de gestores incompetentes e inocentes. Ilegalidade é ilegalidade.

Delinquente poderoso

WRezende (Advogado Autônomo - Consumidor)

Sds a todos!

O Judiciário tornou-se um delinquente poderoso, ele busca uma mirabolante interpretação, a mais esdrúxula, às vezes, sem nenhuma vergonha, no fim de dar sustentabilidade a sua decisão PARCIAL.

A justiça no Brasil não é cega, usa óculos escuros.

Correção

Ricardo Alves de Góes (Outros)

Só uma correção em relação a matéria. O Ministério Público não é capaz de indiciar ninguém, pois este é um ato privativo do Delegado de Polícia. O correto não seria que o Ministério Público denunciou?

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 17/03/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.