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No forno

Fausto De Sanctis aborda igrejas e crimes financeiros em novo livro

O desembargador federal Fausto de Sanctis, famoso por sua atuação em operações de combate à lavagem de dinheiro, planeja lançar em breve um livro sobre o uso de instituições religiosas para transações ilegais. A versão original é em inglês, batizada de Churches, Temples, and Financial Crimes — A Judicial Perspective of the Abuse of Faith (Igrejas, templos e crimes financeiros — Uma perspectiva judicial do abuso de fé, em tradução livre).

Fausto de Sanctis, do TRF-3, escreveu sobre crimes que "abusam da fé".

O título tem como selo a editora internacional Springer e dá exemplos de investigações abertas para apurar suspeitas desse tipo de crime, como na Igreja Universal do Reino de Deus e na Igreja Renascer em Cristo. O autor também aborda o funcionamento do Banco do Vaticano, que teve operações reveladas com o chamado caso “Vatileaks”.

A ideia do livro, segundo a sinopse, é apresentar questões legais sobre o tema e oferecer propostas “locais e globais” para melhorar a transparência de igrejas. De Sanctis já lançou pela mesma editora Football, Gambling, and Money Laundering (2014) e Money Laundering Through Art (2013). Este último livro, sobre lavagem de dinheiro por meio de obras de arte, deve ganhar versão brasileira.

Revista Consultor Jurídico, 3 de março de 2015, 19h39

Comentários de leitores

5 comentários

Mudança na Constituição:

Igor M. (Outros)

O artigo 150, VI, b) da Constituição Federal está diretamente ligada ao direito fundamental e individual de liberdade religiosa, visto que impede que o Estado venha frustrar qualquer religião através de cobrança de imposto. Algo, inclusive, que já aconteceu na história.
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Portanto, é cláusula pétrea e não é possível revogá-la!
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Só que nada impede que haja alteração para melhorar seu sentido. Como a vedação de imposto tem finalidade de impedir que o Estado venha coibir religiões, e isso se dá pelo reconhecimento da hipossuficiência financeira que religiões podem vir a ter, uma emenda constitucional pode modular esse impedimento e criar faixas de renda onde pode e não pode incidir imposto em religiões. Assim, previne que se obste religiões novas ou com hipossuficiência financeira de funcionar, mas tributa as que tem muita arrecadação.
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Mas, ao contrário do que se imagina, isso não impedirá a sanha arrecadatória de algumas religiões. Somente irão ter que pagar imposto, e não tenha dúvidas que grandes religiões iriam se adaptar a isto!

Vaticano

No País do Faz de Conta (Outro)

Não só para as Igrejas pentecostais, que sempre estão em evidência na prática de arrecadar dinheiro que devemos dirigir nossos olhos. Deve-se começar a fiscalizar e punir a IGREJA-ESTADO-VATICANO, que sempre viveu às custas de dinheiro público e de arrecadações fabulosas, sem mencionar as facilidades que obtém em todos os lugares na doação de imóveis para construção de templos, o que outras religiões não conseguem. O Edir é o papa dos neopentecostais, enquanto o Francisco é o do Banco do Vaticano. Edir e Francisco deveriam sentar à mesa das facilidades e esbanjar as mesmas pompas. A diferença é que um se diz protestante o outro da Igreja Romana, mas defendem a mesma coisa ($$$$).

Mas.....

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O Bispo "pEdir MAis CEDO" não concorda. Segundo ele todo o dinheiro arrecadado dos fiéis é entregue a Deus mensalmente.

Acondicionado em pacotes, é colocado num lençol erguido por quatro pastores que os arremessam para cima, em direção ao céu. O que Deus pegar é dele, ficando a igreja só com o que sobejar. O próprio Edir fiscaliza pessoalmente essa operação.

Quer prática mais democrática de distribuição de renda ?

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